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Esporte | Edição #462 - 18/09/2017

Em Maringá, violência não cabe na torcida

Mancha Verde local preserva a paixão pelo time, mas também as amizades

Isabelli Raiacovitch
Estudante de Jornalismo

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Grupo vê jogo pela TV, na sede da Mancha Verde maringaense (Imagem/ Isabelli Raiacovitch)

Grupo vê jogo pela TV, na sede da Mancha Verde maringaense
(Imagem/ Isabelli Raiacovitch)

A simples menção a “torcidas organizadas” remete a alguns o sentido de violência. O que muitos desconhecem é o fato de que há torcedores que se agrupam só para demonstrar o amor que sentem pelo time e compartilhar um momento de amizade. Em Maringá, especificamente no bairro Esperança, Zona 7, há uma sede da torcida organizada Mancha Verde, do Palmeiras. O presidente, Dheynner Kawata Zulli, 28, técnico de informática, conta que ocupa o cargo há cinco anos, mas que é parte da torcida há mais de 10.

Maringá é uma cidade que não comporta grandes jogos e está distante da sede do clube. Por conta disso, o contato com o time é pequeno. Nesse ponto a torcida organizada ajuda os membros, pois, segundo Zulli  “faz caravana para ver os jogos sempre que possível.  Gostamos de ir quando tem clássico. Maringá tem muita criança e eles têm muita vontade de ver o time jogar. Frequentando a sede, eles podem realizar esse desejo e também ter contato com o esporte, o que deixa eles longe das drogas. ’’

O grupo também promove ações sociais na cidade

A maringaense Mancha Verde realiza ações sociais na cidade. Na Páscoa, por exemplo, é realizada uma ação entre os torcedores para arrecadar dinheiro e comprar barras de chocolate. Depois disso, a mãe do presidente da torcida, Antônia Kawata Zulli, faz ovos para entregar à Casa Lar Crianças e Adolescentes.

Outra ação é o Sopão. No inverno, os torcedores fazem sopas e distribuem na madrugada para os moradores de rua. Dheynner Zulli conta que em Maringá há um acordo de paz e respeito entre as torcidas. “A gente evita ficar passando na sede um do outro e quando se encontra o respeito vem em primeiro lugar’’, afirma.

A torcedora Raquel Tomazo, 31, funcionária pública, conheceu a torcida Mancha Verde em Maringá em 2013 e, desde então, se considera “família dos outros torcedores” que participam da organização. “Sempre fui de sair pouco, depois que conheci a torcida encontrei verdadeiros amigos. Todo mundo é diferente, mas a gente compartilha do mesmo amor pelo Palmeiras e isso é legal. A gente faz festa junto até quando não tem jogo’’, conta Tomazo.

O torcedor João Vitor Guilherme Picciani, 18, estudante, conta que visitou a sede algumas vezes, mas que gosta mais do agito dos bares. “ Tenho muitos amigos que torcem para outros times, então, na hora de ver o jogo junta todo mundo no bar. Às vezes tem provocação, mas no fundo todo mundo se respeita e isso é o que importa.’’

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