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Cidade | Edição #461 - 11/09/2017

Coleção reúne 300 mil cartões telefônicos

Londrinense coleciona item há 25 anos e hoje tem até loja virtual de cartões

Eduardo Domingos
Estudante de Jornalismo

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A coleção levou Marcos Furtado a fazer do hobby um negócio (Imagem/Arquivo Pessoal)

A coleção levou Marcos Furtado a fazer do hobby um negócio
(Imagem/Arquivo Pessoal)

A Telecartofilia, hábito de colecionar cartões telefônicos, ganhou adeptos no Brasil quando as antigas fichas telefônicas foram substituídas, no início dos anos 90, pelos telecartões de tipo indutivos, isto é, quando a leitura se dá pela corrente elétrica induzida nos circuitos da máquina leitora e do cartão. Esse modelo foi criado pelo engenheiro Nelson Guilherme Bardini, em 1978, e se popularizou após 1992, quando foram emitidos os primeiros exemplares de cartões telefônicos no Brasil. Atualmente em baixa, os últimos cartões emitidos foram pelas operadoras Oi, Sercomtel, Vivo e Algar Telecom em 2014, segundo o blog Telecartofilistas.

O engenheiro aposentado Marcos Luís de Oliveira Furtado, 66, de Londrina (a 100 km de Maringá) é colecionador de cartões telefônicos desde 1992 e atualmente tem um acervo de mais de 300 mil itens. Furtado conta que começou a colecionar desde o início das vendas ao público. “Sou filatelista [colecionador de selos postais]. Quando vi que lançariam cartões já comprei os primeiros”, lembra.

A loja virtual de Furtado tem 40 mil cartões para venda (Imagem/Reprodução)

A loja virtual de Furtado tem 40 mil cartões para venda
(Imagem/Reprodução)

O gosto por colecionar cartões é tanto que Furtado decidiu criar, em 2007, a loja virtual Telecartofilia Furtado, para atender compradores de todo o país que estão em busca de artigos difíceis de serem encontrados no mercado convencional. No site da loja estão disponíveis 40 mil itens.

A história de Furtado como telecartofilista vai além de apenas colecionar e vender preciosidades do meio. Ele conta que em 1999, quando houve o Primeiro Encontro Nacional de Telecartofilia de Londrina, chegou a lançar alguns cartões em parceria com a Sercomtel, empresa municipal de telecomunicações. “A Sercomtel patrocinou o nosso encontro. Na época, o presidente da operadora [Francisco Roberto] era meu amigo”, diz.

Estudante quer vender acervo de 2.000 cartões e diz que o hobby perdeu sentido

Se por um lado há colecionadores que não medem esforços (e dinheiro) para conseguir novos cartões, de outro há quem queira se desfazer do próprio acervo. A universitária Vanessa Aparecida, 28, moradora do bairro Jardim Itaipu I, em Paiçandu (a 15 km de Maringá), diz que está à procura de compradores para a coleção dela, de aproximadamente 2.000 cartões. Segundo ela, o hobby de infância perdeu sentido na vida adulta. “Depois que cresci, acabei perdendo o interesse e disposição para colecionar cartões”, conta. Quando perguntada se ela já encontrou algum interessado, diz que nenhum valor oferecido até agora a agradou, pois tem algumas raridades.

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