Literatura | Edição #460 - 06/12/2016

Um jeitinho novo de fazer jornalismo

Nem tudo foi fácil, foi com erros, acertos e interação que vivi intensamente cada produção para o JMP

Advaldo Filho
Estudante de Jornalismo

sasa

Viver e se informar, para mover o mundo com a informação
(Imagem/ Ellen Caroline)

Fomos apresentados ao Jornal Matéria Prima, oito meses atrás. Sabíamos que a partir daquele a publicação seria comandada por nós. No começo tudo era novidade, eu nem sequer podia imaginar os desafios que viriam pela frente.

Assim, as primeiras produções foram surgindo.  A cada reportagem, uma nova superação. Aquela zona de conforto inicial foi logo se quebrando. Em todas as entrevistas para produção de reportagens e textos de bairros, lá estava eu, acordando às 4h30, pegando o primeiro ônibus da minha cidade, fazendo escala em uma outra para, então, seguir rumo a Maringá, à procura de uma história bacana. Como diria a professora, “tem que gastar muita sola de sapato para garantir boas histórias”.

Para um jornalista que se preze, é necessário andar sempre muito bem preparado e equipado: bloquinho, caneta e gravador em mãos. Caso contrário, a reportagem não sairá. Outro processo trabalhoso, e que demandava ter paciência era depurar as entrevistas. Gastávamos horas e horas, para, no final, excluir boa parte da gravação e utilizar somente um pequeno trecho da resposta.

Para um jornalista que se preze, é necessário andar sempre muito bem preparado

Confesso que três “coisas” às vezes estavam presentes em mim entre uma produção e outra: o tal do desânimo, a preguiça e o mau humor, mas no fim o que sobressaia mesmo era a vontade de contar histórias e levar a informação do melhor jeito possível.

Não poderia deixar de falar da professora Rosane que tanto nos ajudou nessa jornada de histórias e informações. Elogiou quando acertamos e chamou a atenção quando foi preciso, principalmente nas pautas, pois ela sabia que a partir dali uma boa história poderia ser contada. Aprendi muito com essa grande profissional. Apesar das cobranças, nervosismo, também nos divertimos muito nos bastidores. Entre uma correção e outra, era pura diversão. Muitas risadas, piadas e gafes que só os jornalistas entendem. Uma nova expressão foi adotada pelo meu grupo e ficou conhecida como “interagir”. Em diversos momentos foi usada para definir os mais diferentes sentimentos: surpresa, alegria, euforia, ironia e questionamento. E que venham novos rumos e desafios daqui para frente.


Artigo impresso de Jornal Matéria Prima:
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