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Jornal Matéria Prima

 
  • Última Edição: #460 | 06/12/2016 - Ano XVII
 
Literatura | Edição #460 - 06/12/2016

Relato de uma garota quase jornalista

Fazer parte do JMP era um sonho antigo; experiência foi tão marcante que se despedir sem chorar seria difícil

Ellen Caroline Corrêa
Estudante de Jornalismo

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Ellen

A sensação de ver um texto publicado no JMP foi maravilhosa
(Imagem/ Arquivo pessoal)

Eu tinha 16 anos quando conheci o site do Jornal Matéria Prima, e, no mesmo instante, me encantei com aquela ferramenta de informação tão interessante que era produzida por alunos do curso de jornalismo. De alma tão curiosa fui procurar sobre como os alunos do curso desenvolviam os textos, até digitei no Google para descobrir quem era a tal professora Rosane Barros. Com minhas pesquisas descobri que ela tinha um vasto conhecimento de mídias, principalmente de jornalismo impresso.

Depois de entrar para a faculdade, já não via a hora de fazer parte do grupo que escrevia para o Jornal Matéria Prima, um projeto que parecia ser tão legal. Cheia de expectativas o ano de 2016 chegou e passei a fazer parte do 2° ano de jornalismo. Em uma noite, no começo de fevereiro, a professora de cachinhos e com um sorriso no rosto entrou na sala, apresentou-se e facilmente guardou o nome de cada aluno. Ela então começou a falar sobre o jornal-laboratório que seria desenvolvido na disciplina de Técnica de Reportagem.  A sala foi dividida em grupos e o jornal que parecia ser legal, também precisava ser realizado com responsabilidade e dedicação.

Foram nove textos produzidos para o JMP e me recordo de cada um deles. No Borba Gato, zona sul de Maringá, aprendi sobre a importância de ajudar o próximo. No artigo de opinião sobre o feminismo aprendi sobre a importância de desenvolver bem os argumentos. Às vezes me senti deslocada e lutando contra o tempo, assim como Alice se sentiu perdida em devaneios de um sonho ruim. Quando me sentia assim uma frase sempre ecoava na minha mente: “o jornalismo pode viver sem mim, mas eu não posso viver sem o jornalismo”. Eu me lembrava da importância da ética jornalista, a função social que o profissional tem de noticiar a verdade e informar com imparcialidade.

O jornalismo pode viver sem mim, mas eu não posso viver sem o jornalismo

Como ombudsman eu critiquei futuros colegas de profissão ao abordar sobre a falta de comprometimento na produção dos textos. Na entrevista pingue-pongue entendi que histórias inspiradoras precisam ser compartilhadas. Na reportagem conversei com profissionais da saúde sobre a desinformação em torno da depressão. Também abordei sobre técnicas de improviso de clowns que levam alegria para pacientes doentes em hospitais. E, para completar o ciclo, no Centro Dia João Paulo II conversei com um descendente japonês que destacou amor por Maringá.

Cada terça e quarta–feiras com entregas de pauta e produção de texto foram se tornando rotina. Eu errei, mas também aprendi, afinal o JMP era o lugar onde eu poderia fazer isso. Desde o suspiro profundo de não conseguir achar uma história interessante, de quando senti os batimentos cardíacos mais rápidos ao ver a primeira pauta corrigida no e-mail até a emoção de ver a primeira publicação de um texto vão ficar para a memória e guardadas no coração.

O JMP foi como um filho para mim, mas cresceu e, poxa vida, como cresceu rápido. Então espero que os futuros colegas cuidem bem dele, as vezes poderei visitá-lo, mas agora me despeço.

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Apaixonada por gatos e café, amante da escrita, procurando histórias para contar.

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