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  • Última Edição: #460 | 06/12/2016 - Ano XVII
 
Literatura | Edição #460 - 06/12/2016

Quem diria, caro amigo: chegamos ao fim

Não poderia ter sido melhor: superei medos e me surpreendi a cada caractere digitado; até breve, JMP, companheiro ousado

Randy Fusieger
Aluno de Jornalismo

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Compartilhamos (quase) tudo: de emoções até fotos da Superlua (Arquivo pessoal/RandyFusieger)

Compartilhamos (quase) tudo: de emoções até fotos da Superlua
(Arquivo pessoal/RandyFusieger)

Confirmei todos os meus pensamentos. Posso apostar que a maioria deles foi como planejei, outros fugiram das minhas mãos, mas jamais poderia reclamar, pareceria infame. E foi isso que fiz, não reclamei. Em vez disso, agradeci: os planos que não foram como imaginei fizeram-se infinitamente melhores. Algo glorioso.

Pude aprender inúmeras coisas e ter força para acreditar em mim. Decidi, por aprendizado, que enquanto estiver falando e puder trabalhar, quero continuar, pois é até injusto não decidir permanecer na caminhada sem ter tentado até o último minuto. Tomei ciência de tudo que eu posso e notei que daquilo que eu (talvez) nunca deveria, era melhor mesmo consagrar que minhas lutas interiores eram sempre benéficas para o ser que ainda estou construindo. Narrar é sempre grandioso, e arriscar-se fazendo isso denota coragem, força e ânimo para aprender com os erros, que vão de escrever títulos óbvios demais até esquecer que vai à, volta da, crase há. Vai a, volta de, crase pra quê?

É sempre surpreendente quando você aprende com alguém mais novo que você

Admito: existem coisas das quais eu jamais vou esquecer. Uma dessas coisas é sobre o grito silencioso que sou, sem ecoar, estridente e calado no mesmo nível que ensurdece e acalma, turbilhonando sensações. A outra coisa é sobre como pareço ter perdido a noção do tempo, olhando para trás e pensando “mas já acabou?“. Eu espero, sinceramente, que não. Por último, sobre como usei coisa de forma tão intrínseca neste parágrafo. Em um texto informativo, jamais. Teria lembrado sobre qual é o significado de coisa, que aprendi lá no começo do ano, e riria. Trocaria por algum sinônimo.

Quando você nasceu, eu tinha cinco anos. Situações da vida. É sempre surpreendente quando você aprende com alguém mais novo que você, que carrega consigo passagens das mais variadas terras, modos, gostos, ideias e defesas. Hoje, com 21, aprender com alguém de 16 foi algo sensacional. Eu ainda ouso afirmar que você, mesmo não tendo perninhas, é privilegiado: criado por uma mãe atenta e protetora, cresceu com bons ensinamentos e pôde aprender tanto com ela quanto com outras inúmeras pessoas que viram na sua mãe, um refúgio também. Junto de você, pude até mesmo treinar meu olhar fotográfico: com os meus olhos, deixei que você visse a maior Superlua em quase 70, tão grandiosa e brilhante que não poderia ficar somente na galeria de fotos do meu celular. Quem pode duvidar da sua capacidade, que até tese de doutorado virou, analisado por um cara facilmente confundido com um astronauta?

Não gosto de despedidas e não há nada que me faça gostar, nem mesmo uma despedida tão diferente das quais eu sempre tive, como essa. Escrever para me despedir foi, por vezes, uma culatra que me extinguia de encarar o sentimento da falta, de frente. Despedidas são coisas não tão boas, e digo isso pois, na vida, nada é tão ruim, e o que definitivamente for, é legenda para compreensão do mundo por outro ângulo. Hoje, escrever para me despedir do Jornal Matéria Prima é quase um desejo, um privilégio: não poderia deixá-lo sem agradecer o modo como fui recebido. Em vez de tchau, até breve, procurarei sempre estar por perto. Como eu te contei há alguns meses, JMP: nada é eterno, mas há vínculos tão irrefutáveis que permanecem a vida inteira. Você é um deles.

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