Literatura | Edição #460 - 06/12/2016

JMP: é relação de amor e também de ódio

Durante alguns meses sofri, chorei, sorri e enfim aprendi o quanto é bom amar você Jornal Matéria Prima

Priscilla Garcia
Estudante de Jornalismo

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O ano vem acabando e JMP continuarei te amando
(Imagem: Priscilla Garcia)

O sol vem surgindo e estou aqui deitada, em minha cama, imaginando como consertar a vida lá fora. Não dormi durante a noite. Aproveitei essa noite de insônia para ler alguns livros na intenção de encontrar respostas para os problemas que eu mesma criei. Mas o que encontrei foram apenas horas de distração enquanto lia O Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.

Levantei, saí do quarto e fui tomar um pouco de café, dissipando de vez o sono. Escolhi, enfim, outro livro para ler: e esse era sobre erros. Acho que foi o mais bem aproveitado da noite, pois o dia anterior foi um daqueles reflexivos e angustiantes, nos quais passo a pensar nos meus erros.

De repente o copo cai, abaixo-me e pego. Quando levanto, vejo a minha frente um espelho. Paro, olho e penso: Caramba, daqui a pouco é dezembro e com ele vem alívio e uma dúzia de alegrias. Mas este fim de ano, para mim, vai ser diferente. Vem trazendo atrelado aos dias que passam cada vez mais rápido, uma perspectiva de despedida.
E, sabe, ainda não aprendi a lidar com adeus. Seja a curto ou a longo prazo, seja para o bem ou para o mal, ainda não aprendi e talvez nunca aprenda.

Porém, sei que a vida é um enorme caminho que devemos seguir sempre em frente e, assim, aceitarmos as separações como algo natural.
As pessoas vão embora, a vida encerra o ciclo, assim como o nosso Jornal Matéria-Prima. É um alívio e, ao mesmo tempo, angustiante saber que acabou, pelo menos para mim. Foram tantos meses juntos, tantas angústias e medos, confusões que eu mesma criei, foram tantas noites em claro, pensando no que fazer, o que escrever, que história contar.

As pessoas vão embora, a vida encerra o ciclo, assim como o nosso jornal

É, meu querido JMP, nosso caso foi um misto de amor e ódio, amor que surgiu e cresceu a cada nova história, a cada sorriso de um entrevistado, a cada aprendizado que você me deu. Errei, errei muito e superei meus erros a fim de te escrever cada vez melhor.

Dói saber que ano está acabando e vamos nos separar, estou triste. Não sei o porquê dessa tristeza de despedida, aliás, é necessária para que eu alcance enfim o meu sonho, mas estarei logo ali, no 3° ano, caso queira saber de mim. Dói saber que nossa despedida não será um até amanhã ou um até semana que vem, como sempre foi ao longo destes meses todos. A despedida é uma angustia universal assim como diz Paralamas do Sucesso. “ Não me abandone jamais”. E eu, JMP, não vou te abandonar, apenas vou te deixar livre para que os novos autores criem e contem as mais lindas histórias que você já publicou. Nossa história de amor acaba aqui, ou não.

Não tem jeito. Você, JMP, vai ser um eterno aprendizado para todos nós que convivemos contigo ao longo deste ano. A vida é assim e as despedidas são inevitáveis. Mas o futuro é encantadoramente imprevisível.

Que venha 2017 e que lhe traga muitas histórias para contar, meu amado JMP.


Artigo impresso de Jornal Matéria Prima:
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