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Jornal Matéria Prima

 
  • Última Edição: #465 | 09/10/2017 - Ano XVIII
 
Literatura | Edição #460 - 06/12/2016

Adeus talvez seja demais, porém, adeus

No meio de expectativas e percalços, aprendizado; as certezas que o JMP trouxe serão levadas com carinho

Letícia Tristão
Aluna de Jornalismo

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Primeiro ano da faculdade. Expectativas a mil. Coração acelerado com a emoção de conhecer os professores, as disciplinas. No decorrer do ano, alguns se decepcionam, outros se motivam cada dia mais com as novidades de um curso tão dinâmico como jornalismo. Entretanto, é no segundo ano que nós entendemos o que é ser jornalista. Buscar a melhor fonte, aprender a estruturar os gêneros, entender que algumas palavras nem sempre significam aquilo que aparentam. E o Jornal Matéria Prima costuma ser o divisor de águas. Os que se identificam com a profissão percebem ali, os que não, também.

Neste ano de jornal, foi possível ouvir de tudo, desde: “Amo fazer o JMP”, até: “Não faço jornalismo para escrever mesmo”. Esta última é tão cômica quanto sem sentido. Mas uma coisa é certa: não se escreve coisa em texto jornalístico. Passamos a perceber também que o que se passa é roupa, onde só para lugar físico e, através, só se atravessar.

E agora é hora de dizer adeus à experiência que mais se aproxima da vida como jornalista. Embora adeus talvez seja uma palavra forte demais, já que os ensinamentos ficarão para sempre marcados na memória profissional de cada um que conheceu Rosane Barros, professora e editora do JMP. As intimidantes correções em grupo, os inúmeros erros apontados em voz alta e, depois de superar a vergonha, guardar tudo do lado esquerdo do peito. O clichê “depois só resta a saudade” cabe muito bem aqui. Cabe também o arrependimento de ter feito aquela pauta com uma pontinha de desdém, ou aquele texto nas coxas, meia hora antes de a aula começar. Mas também há espaço para o gostinho de quero mais. Os que se identificaram com a profissão, sempre vão sentir que deixar o JMP é como deixar um filho. As primeiras sensações como jornalista são aqui, isso não há como negar.

Os que se identificam com a profissão percebem ali, os que não, também

Aos calouros que chegam para tomar o lugar nas produções do JMP, enxerguem com amor os textos publicados e reconsiderem as palavras usadas, pois isso indica evolução e a autocrítica é fundamental. Cuidem bem desse primeiro contato realmente jornalístico que, pouco a pouco, passa a ser muito mais que isso. E, aqui, não é só roupa.

Embora adeus talvez seja uma palavra forte demais

Embora adeus talvez seja uma palavra forte demais
(Arquivo pessoal/ Letícia Tristão)

 

 

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