Crítica de Mídia | Edição #459 - 21/11/2016

Textos incompletos desinformam o leitor

A não publicação de partes das reportagens tira o foco da informação e prejudica a credibilidade do jornal-laboratório

Priscilla Garcia
Estudante de Jornalismo

A falta de informação deixou o texto raso e sem estrutura (Imagem/ Reprodução) [1]

A falta de informação deixou o texto raso e sem estrutura
(Imagem/ Reprodução)

Toda semana os alunos de jornalismo responsáveis pelo Jornal Matéria-Prima (JMP) publicam textos informativos e opinativos, divididos em diversos gêneros, como crônica, crítica de mídia, coluna do ombudsman, textos de bairro, entrevista e reportagem.
A reportagem, para facilitar e incentivar o trabalho em grupo, é dividida em dois textos. Dois alunos ficam responsáveis por esse gênero. O primeiro texto apresenta o tema e nele o aluno entrevistas as fontes. Já no segundo texto, são entrevistados personagens, aqueles que vivenciam direta ou indiretamente o tema em questão.

De todas as edições publicadas este ano, apenas 20 reportagens estavam  completas. Muitas vezes, por falta de comprometimento ou mesmo interesse dos alunos, algumas edições contam com apenas um dos textos. Há edições que nenhum dos dois textos foi publicado.

De todas as edições de 2016, apenas 20 reportagens foram postadas completas.

A falta de publicação dessas reportagens causa grande prejuízo não só ao jornal, que perde qualidade pela falta de informação. Também há perda de credibilidade. A publicação incompleta, ou seja, quando um dos textos não é publicado, confunde o leitor, que acaba achando que os alunos não pesquisaram o assunto de maneira completa, pois ou faltam fontes ou faltam personagens.

Podemos usar como exemplo a edição número 452°. O intuito do primeiro texto era ouvir especialistas que explicassem o que é a enxaqueca, quais os tipos de sintomas. Já o segundo texto deveria apresentar personagens que sofrem com esse problema.
Porém, na edição apenas o texto com os personagens foi publicado, o que afetou o entendimento do leitor e a credibilidade do jornal, já que ao se publicar apenas parte da reportagem não há explicação nenhuma sobre a doença ou os sintomas. Foi feito apenas um breve resumo do que é viver com enxaqueca.

Essa falta de informação pela publicação incompleta da reportagem levou a uma leitura rasa e sem pontos interessantes.

Cabe aos estudantes de jornalismo se empenharem mais nas publicações dos próprios textos como forma de não prejudicar o compromisso que assumem com os leitores, o jornal e o colega com quem deveria trabalhar em conjunto.


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