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Literatura | Edição #459 - 21/11/2016

Não se faz crianças como antigamente

Com o avanço das tecnologias e variedade de eletrônicos as brincadeiras de infância estão perdendo espaço

Gian Ribeiro
Aluno de Jornalismo

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Foto de crianças jogando bola na chuva em campo de terra

Foto de crianças jogando bola na chuva em campo de terra Imagem/Pixabay

É triste ver as crianças de hoje. O avanço da tecnologia não trouxe apenas benefícios, pois em um mundo cada vez mais tecnológico e globalizado percebemos as pessoas se distanciando na mesma proporção. A infância foi roubada e agora muitos têm como melhor amigo uma máquina. Sorte dos mais pobres, pois ainda conseguem aproveitar o melhor de ser criança: brincar.

Lembro da minha infância, numa cidade pequena do interior de São Paulo, sem shopping, computador e de como era bom ser criança. Passava o ano inteiro com os mesmos tênis, que serviam para ir à escola e jogar bola, mas eu gostava mesmo era de ficar descalço e jogar na rua. O problema é que quase sempre voltava sem a ponta do dedão e o Merthiolate era o terror da criançada (naquela época ardia e muito).

As brincadeiras nos exercitavam e exploravam nossa criatividade. Eu podia ser o que quisesse. Já fui malabarista equilibrando o pião na palma da mão, jogador de futebol nos campinhos, sendo o meu jogador preferido. Era piloto de motocross em cima de uma bicicleta e podia ser até Engenheiro quando construía carrinhos de rolimã (o difícil era fazer o mecânico ir com a minha cara e guardar os rolimãs).

Lembro de como todas as estações traziam junto de si as suas próprias brincadeiras. A Primavera e o Outono ofereciam vento para as pipas decolarem e o Verão era o melhor amigo das cachoeiras e rios em torno da cidade. O Inverno, embora eu adorasse os doces das quermesses e festas juninas, causava preguiça e incessantes brigas dentro de casa. Tomar banho nessa época era terrível. Eu tinha até um bom argumento: Se eu não brinquei, não me sujei, logo, não preciso de banho. Pena que em casa o chinelo da mãe era o juiz e o carrasco e eu não tinha direito a um advogado. Meus pais eram linha dura, bastava um olhar e eu já sabia se poderia continuar a falar e como deveria me comportar nos lugares.

Antigamente existia respeito pelos mais velhos; na escola o professor tinha autoridade e conseguia ensinar. Agradeço meus pais pela educação, correção e por me deixar brincar. O resto é saudade daquele tempo que eu era feliz e não sabia.

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