Saúde | Edição #458 - 14/11/2016

Instrumentos estéticos Podem transmitir doenças

Compartilhar alicates usados nas unhas e até escovas de cabelo no salão de beleza pode ser perigoso à saúde

Raysson Schimmack
Aluno de Jornalismo

Segundo especialistas, instrumentos estéticos não esterilizados podem transmitir vírus (Imagem: Pixaby) [1]

Segundo especialistas, instrumentos estéticos não esterilizados podem transmitir vírus
(Imagem: Pixaby)

Se o assunto for cuidar da estética, o local certo para muita gente é o salão de beleza ou a barbearia, mas é preciso ficar de olho em alguns instrumentos estéticos usados nesses lugares para não contrair doenças. Alguns objetos como alicates usados nas unhas, navalhas, escovas de cabelo, se, contaminados podem ser responsáveis por transmitir vírus de uma pessoa para outra. Isso ocorre se não forem reutilizados antes de serem esterilizados ou lavados.

Segundo especialistas, o simples fato de cortar as unhas, ou a barba com alguns instrumentos não esterilizados pode ser a porta de entrada para hepatites, HIV e outras doenças. A podóloga Regina Aparecida Bueno explica que a verruga e outras doenças sexualmente transmissíveis podem contaminar a partir de resíduos que ficam no alicate que entrou em contato com o sangue de uma pessoa infectada.

Foi para evitar a transmissão essas doenças que foi aprovada, em 2012, a lei nacional 12.592 que obriga profissionais de beleza a seguir as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por isso os salões de beleza devem ter os equipamentos chamados autoclaves, para a esterilização.

O Jornal Matéria Prima elencou alguns objetos que devem ser limpos, descartados ou esterilizados.

Esterilizar:  alicates, tesouras, pinças. Limpar: escovas e pentes. Descartar: espátulas de madeira, lixas, lâminas.

Segundo a podóloga Regina Bueno, tratamentos de micose (infecção causada por fungo) podem ser feitos no consultório de podologia, mas para diagnosticar outras infecções mais graves é preciso procurar um especialista e fazer os exames necessários. Para ela, é difícil provar que a doença foi contraída em um salão de beleza, por exemplo, por isso é sempre bom prevenir-se e ver se os instrumentos estéticos estão devidamente esterilizados.

É difícil provar que a doença foi contraída em um salão de beleza

É o que também indica a esteticista Daiane Prado. Para ela, é preciso que o cliente fique atento para saber se o objeto usado no salão foi devidamente desinfetado. “Toda manicure aqui no salão, ela abre um novo kit para cada cliente. Na frente da cliente. A cliente pode estar sempre perguntando, tirando as dúvidas e ficar atenta para isso também. ”


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