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Educação | Edição #454 - 17/10/2016

Tráfico e exploração de pessoas é uma realidade

Esse crime não é levado a sério; tal ato deveria causar inquietação em todas as pessoas, porém não é isso que acontece

Advaldo Filho
Estudante de Jornalismo

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(Imagem/Pixabay)

(Imagem/Pixabay)

De acordo com a definição da Convenção das Nações Unidas contra o crime organizado transnacional, a expressão “tráfico de pessoas” “significa o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso da força, ao rapto, à fraude, ao engano, ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de exploração”. Abordar o tráfico transnacional de pessoas e imigração é uma questão muito complicada, pois torna-se mais difícil traçar linhas claras de demarcação entre tráfico de pessoas e tráfico de migrantes. Conforme estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 2014, foi apontado que 44% das pessoas traficadas são aliciadas ao migrarem.

Um estudo apontou que 44% das pessoas traficadas são aliciadas ao migrarem

Sendo assim, para que tais atos sejam inibidos é necessário pensar urgentemente nas causas e dimensões dos movimentos migratórios em nosso tempo. Sobretudo das grandes massas de migrantes sem documentos, que saem dos países de origem em busca de uma vida melhor. Tudo isso devido ao grande desequilíbrio econômico mundial entre nações, a instabilidade política e social e os problemas ambientais. As motivações que levam muitas pessoas, e principalmente mulheres, a saírem dos próprios países são muitas vezes as mesmas que as levam a aceitar as propostas dos aliciadores, que oferecem a possibilidade de realizar o sonho de vida melhor em uma outra região do mundo ou do próprio país.

De acordo com a ONU, os países mais vulneráveis ao tráfico e à exploração estão situados em regiões marcadas pela pobreza, instabilidade política e desigualdade econômica. Os principais países de origem de pessoas traficadas encontram-se no sudeste asiático, que denunciam o maior fluxo de mulheres traficadas transnacionalmente; são seguidos por países da África Subsaariana, do Leste Europeu, da América Latina e do Caribe. Esse é o verdadeiro caminho que pode ajudar a humanidade a readquirir sua dignidade e liberdade. Não se pode falar em combate ao tráfico de pessoas sem falar de combate à pobreza e à desigualdade socioeconômica. Deve-se também, enfrentar o problema da corrupção, e erradicar a cultura que torna tudo mercadoria. Para que tal problemática, seja resolvida, a sociedade civil tem um papel fundamental, quando se diz respeito as denúncias, pois, essas práticas ajudam no combate a essa violação dos direitos humanos.

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