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Educação | Edição #453 - 10/10/2016

Reforma pode colaborar com melhoria do ensino

Talvez, se bem executadas, as mudanças propostas pela MP nº 746 tragam avanços para a educação mecanicista atual

Monique Manganaro
Aluna de Jornalismo

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(Imagem/visualhunt/domínio público)

(Imagem/visualhunt/domínio público)

Em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), no dia 23 de setembro deste ano, foi publicada a Medida Provisória (MP) nº 746, de 22 de setembro de 2016. O documento foi oficialmente divulgado para tornar pública a decisão do governo federal em reformar o ensino médio brasileiro. De acordo com o Ministério da Educação, a medida “trata-se da maior mudança ocorrida na educação brasileira nos últimos anos, desde a Lei das Diretrizes e Bases da Educação”, de 1996.

Entre as alterações propostas para o ensino médio estão o aumento da carga horária dos alunos, tornando o ensino integral, e a mudança em disciplinas como Educação Física, Filosofia e Sociologia, que deixam de ser obrigatórias para os estudantes.

O ensino integral pode ser uma ajuda, porém, a saída não é tão simplória 

O assunto dividiu opiniões. As redes sociais, por exemplo, foram palco de discussões entre aqueles que apoiavam as mudanças propostas e aqueles que julgavam errôneas as medidas sugeridas pelo governo. “Não é ‘reforma’, é mais um golpe na Educação”, considerou a revista Carta Capital, em artigo publicado no mesmo dia em que a Medida Provisória estampava as páginas do DOU.

A revista condenou a reforma no ensino médio por ter sido imposta pelo governo, já que não houve consulta popular.  Segundo a publicação, “não há real interesse genuíno em melhorar a qualidade da educação, muito menos do Ensino Médio”. Porém, pode-se pensar por outro lado. Talvez a proposta, caso bem executada, traga benefícios para aqueles que, logo mais, devem entrar em uma universidade.

O ensino integral pode ser uma ajuda. A carga horária maior já é uma realidade, mas ainda ausente na maioria das escolas brasileiras. Com a regulamentação, mais colégios compartilharão dessa possibilidade. Entretanto, a saída não é tão simplória.

Se o ensino integral for implementado nos moldes de educação vigente no país, as escolas continuarão sendo fábricas de seres mecanizados, que só entram em contato com aquilo que lhes fará serem “bons profissionais”. É essencial que a educação seja destinada, também, a criar humanos pensantes, por meio de disciplinas que, agora, tornaram-se facultativas. É preciso que o colégio seja um local de aprendizado, de desenvolvimento, de crescimento.

E, talvez, essa não seja a ideia do governo.

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