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Educação | Edição #453 - 10/10/2016

Reforma do ensino médio gera polêmica

Presidente Michel Temer cria medida provisória para reformulação no seguimento e acirra debate entre educadores

Gian Ribeiro
Aluno de Jornalismo

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Temer e ministro Mendonça Filho (dir.), na assinatura da MP (Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil)

Temer e ministro Mendonça Filho (dir.), na assinatura da MP
(Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil)

No último dia 22, o presidente Michel Temer assinou Medida Provisória ampliando para tempo integral a carga horária do ensino médio. A mudança prevê que os alunos devem cursar 13 disciplinas em três anos, sendo apenas parte da grade curricular igual para todos. Os outros poderão aprofundar-se em cinco áreas: linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza e ensino técnico. A medida conta ainda com a flexibilização e exclusão de algumas disciplinas obrigatórias. A reforma já vinha sendo discutida há alguns anos e com o baixo desempenho dos alunos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) o governo baixou a medida provisória, que ainda será analisada pelo Congresso. A decisão gerou muita discussão entre os atores da educação e a própria população. Em conversa com o Jornal Matéria Prima, a chefe do Núcleo Regional de Educação, Maria Inês Teixeira Barbosa, destaca que a reforma “ainda está em discussão e será tudo de forma gradativa”. Ela ressalta também que, se aprovada, a medida entrará em vigor somente em 2017 e de forma gradativa. Segundo ela, cada Estado traçará uma diretriz, mas o plano de ensino será único e que, provavelmente, no Paraná, a reforma incluiria uma cidade por núcleo. “Assim, seria uma forma de adaptação para o novo método.”

Não vejo a proposta com bons olhos, já que não foi discutida com os atores da educação

A Coordenadora Pedagógica do Colégio Evangélico de Maringá, Leopoldina Dias Duarte, reforça a importância de disciplinas que não seriam mais obrigatórias tais como Sociologia, Filosofia e Educação Física. Segundo ela, as disciplinas conversam entre si. “Uma complementa a outra”. Para ela, haverá um prejuízo para os alunos, “buscamos formar jovens críticos e pensantes”, diz ás disciplinas de Sociologia e Filosofia. O mestrando Douglas Alessandro Souza Santos, especialista na Docência em Sociologia, lecionou as disciplinas de Sociologia e Filosofia para o ensino médio e discorda da reforma. “Não vejo a proposta com bons olhos, já que não foi discutida com os atores da educação.” Para ele, a medida é impositiva. “Há um interesse político para que o aluno não tenha um pensamento crítico e reflexivo”, afirma. A medida provisória tem um prazo de 120 dias para ser analisada pelo Congresso Nacional.

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