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Cidade | Edição #454 - 17/10/2016

Pioneiro é voluntário há mais de 30 anos

Adelino Hass fala um pouco de Maringá e seu trabalho como massagista das amígdalas sem cobrar da população na Vila Nova

Murilo Lima
Aluno de Jornalismo

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Adelino Hass com sua mulher Maria Uccelli Hass, juntos há 56 anos

Adelino Hass com sua mulher Maria Uccelli Hass, juntos há 56 anos Foto: Murilo Lima

O bairro Vila Nova é a junção de várias vilas e dentre essas localidades mora uma pessoa que faz parte da história de Maringá. Adelino Hass, 78, chegou há cidade em 1950, vindo de Itapira, São Paulo. Casou-se com Maria Uccelli Hass, 76, e completaram no início de outubro, 56 anos de casados.

Quando chegou a Maringá, com 12 anos, morou em uma chácara no fim da região conhecida como o Fim da Picada. “Naquele tempo só tinha o Maringá Velho e formou o Maringá Novo onde hoje tem aquela praça em frente a [casas] Pernambucanas [Praça Napoleão Moreira da Silva]. Ali era a antiga rodoviária.”

Há 45 anos morando no Vila Nova, Hass explica que não havia nada ali. “A [rua] Mitsuzo Taguchi era a estrada de Marialva, era toda de chão. E para cá começaram a sair os ‘barracos’. Quando comprei minha casa, era três mil cruzeiros. Era tudo mato e meus filhos nasceram aqui e se casaram por aqui.”

Sou voluntário, [...] e me sinto bem em ajudar alguém, me sinto feliz e sou útil para alguém.

Entre há década de 50 e início da 60, o norte do Paraná foi um dos pólos de cultivo e produção de café e Adelino Hass contribuiu trabalhando no antigo IBC, Instituto Brasileiro do Café. “Na época do [então presidente da República] Collor de Melo foi extinto [o IBC] e fui transferido para o Ministério da Fazenda.”

Foi durante esse trabalho no IBC, que Hass iniciou a atividade como massagista de amígdalas, enxaqueca e sinusite , quando por a caso realizou uma massagem em um amigo que melhorou, e assim passando de boca em boca, ficando conhecido pela população. Ele conta que as pessoas iam até o antigo prédio, hoje Receita Federal para procurar solução com suas massagens.

Aposentado, Hass continuou aplicando a técnica  de massagem e especializou. “Comprei um livro oriental, para aprender as outras massagens, e aperfeiçoa essas massagens. Fazia da coluna, mas tive que parar a pedido do médico, porque estava perdendo o movimento dos braços, por estar à muitos anos fazendo. E fiquei apenas fazendo essas três massagens.”

Hass explica que foi um dom dado por Deus, sendo assim não cobra. “Agora só trabalho para atender o povo. Sou voluntário, não tem nada lucrativo. O meu trabalho é doação e me sinto bem em ajudar alguém, me sinto feliz e sou útil para alguém. E aqui vem gente de toda a região.”. Há mais de 30 anos trabalha com a massagem das amígdalas, enxaqueca e sinusite, sem cobrar das pessoas.

Discussão e comentários »

Um comentário | Deixe seu comentário

alfredo welker sobrinho disse:

Excelente o trabalho dele, desenvolve com amor, eu já fui curado desta enfermidade através da massagem do Sr. Adelino.

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