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Esporte | Edição #454 - 17/10/2016

O país do futebol não aprendeu a torcer

A torcida corresponde às expectativas na economia, mas deixa a desejar quando o assunto é respeito e civilidade

Amanda Gomes
Estudante de Jornalismo

Comentários
 

Manter viva a ideia de que somos o país do futebol tem se tornado cada vez mais trabalhoso. Ainda que movimente torcedores em todo o país e mantenha a fama de “fábrica de craques”, o futebol tem contado pouco com a torcida, ou melhor, o esporte tem enxergado na torcida o adversário do progresso.

(Imagem/ Agência Brasil/ Marcello Casal Jr)

Nos últimos meses, dois jogadores brasileiros, de 19 e 20 anos, entraram para o ranking dos jovens mais valiosos do mundo, segundo estudo do portal Soccerex. Gabriel Jesus, jogador do Palmeiras que já tem contrato assinado com Manchester City e deixará o país em dezembro, é o 11° colocado e está avaliado em R$ 71 milhões. Já Gabigol, ex-jogador do Santos que agora atua pelo Inter de Milão, aparece em 19° lugar e é estimado em R$ 51 milhões. Lembrando que, isso é apenas uma parte da história atual e não reflete nem metade da narrativa abastada que o esporte já desenhou no país.

Além dos atletas, a torcida também rende muito para a economia do futebol e do país. Segundo o site Footstas, os dois times que mais movimentaram público no Campeonato Brasileiro deste ano, Palmeiras e Corinthians, mantém a média de 30 mil torcedores por partida e a renda com ingressos já acumulada no campeonato, só desses dois times, é cerca de R$ 25 milhões.

Em contrapartida, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo decretou torcida única para todos os clássicos paulistas, até o fim do ano. A medida foi necessária após a morte de um torcedor na zona leste de São Paulo.

Então, cabe a pergunta: Nós brasileiros gostamos de futebol ou gostamos de ganhar no futebol?

Nós brasileiros gostamos de futebol ou gostamos de ganhar no futebol?

O país do futebol onde é necessária a barreira para entrada de adversários, por que não se consegue chegar a um convívio moralizado entre oponentes. E, pior, a medida em muitos casos não é efetiva, já que não impede brigas e mortes fora do estádio. E é o que tem acontecido.

O amor pelo esporte deveria movimentar não só a economia, mas também o aprendizado de civilidade e o respeito. Quem sabe, entender que por vezes a derrota vem, mas que o futebol sempre fica. Ou não. Para aqueles que morreram em brigas por times opostos, o futebol chegou ao fim.

E de que valeu? E de que vale? O Brasil será o país do futebol, quando o país do futebol for um Brasil com respeito. Enquanto não aprendermos a torcer, jamais mereceremos ganhar.

Nós brasileiros gostamos de futebol ou gostamos de ganhar no futebol?

Discussão e comentários »

Um comentário | Deixe seu comentário

Guilherme disse:

Muito boa a matéria.

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