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Cidade | Edição #456 - 31/10/2016

Idosa dedicou a vida para ajudar pessoas

Justina Maria Dias, moradora da Vila Morangueira, participou de caminhadas nas ruas para encontrar pessoas necessitadas

Heloisa Fernanda
Estudante de Jornalismo

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Justina é bondosa e não mede esforços para ajudar o próximo

Justina é bondosa e não mede esforços para ajudar o próximo
(Imagem/Heloisa Fernanda)

Justina Maria Dias, 77 anos, viúva, dedicou a vida para ajudar as pessoas. Nasceu no Nordeste, mas mora há 17 anos na Vila Morangueira, na zona norte, em Maringá. Desde quando morava no Nordeste até hoje, ela oferece ajuda ao próximo. Também ajudou a Pastoral da Criança e a Pastoral da Saúde.

Juntamente com uma equipe, Justina participou, por cerca de 10 anos, de caminhadas pelas ruas para encontrar pessoas que precisassem de ajuda no bairro. A equipe ia de casa em casa, procurando quem auxiliar. Há algum tempo ela não participa mais, por conta de doenças, mas nem por isso deixa de auxiliar as pessoas, principalmente as da vizinhança.

Quando questionada sobre quando começou os trabalhos no bairro, ela responde que quando chegou lá algumas mulheres já faziam isso, então ela apenas se enturmou. Elas ajudavam desde crianças até adultos. Doavam roupas e brinquedos, davam banho em crianças, levavam alimento. “A gente dava assistência com remédio, alimento, roupa, higiene. De tudo um pouco”, conta Justina.

A idosa não parou de ajudar as pessoas só porque não participa das caminhadas. “Cada pessoa que passa aqui eu colaboro, com alimento ou R$ 5. Continuo ajudando.” Há pouco tempo um vizinho de Justina não tinha dinheiro para pagar as contas de água e de luz. Ela pediu doações para as pessoas da vizinhança, para ajudá-lo e conseguiu.

É difícil encontrar pessoas que pensem no próximo e que façam algo para ajudar

Justina conta que certas situações que ela presenciava a faziam ficar triste. “Eu sofria junto. Chorava quando chegava em casa. Minha filhas falavam que eu não podia frequentar esses lugares e eu respondia: ‘Eu posso. Eu quero sentir a dor do meu irmão e eu vou’. A gente via situações que só vendo para crer.”

Alaíde Martins de Andrade, 64 anos, conhece Justina há oito e destaca o quanto ela é dedicada. “Ela sempre foi assim. É difícil encontrar pessoas que pensem no próximo e que façam algo para ajudar. A maioria só fala e não faz.”

O vendedor Jorge Benetão conta a importância que Justina teve na vida da mulher dele. “A minha mulher estava depressiva e não queria sair de casa. Dona Justina segurava o braço dela e dava volta na quadra. Ela comprava livros de autoajuda e trazia para ela ler. Nós pensamos que tem gente no Haiti precisando de ajuda, mas muitas vezes tem alguém do nosso lado que também está necessitando”, diz.

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