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Educação | Edição #453 - 10/10/2016

Flexibilização divide opiniões no setor

Professores e estudantes atingidos diretamente pela MP que reforma o ensino médio divergem sobre a medida

Douglas Emiliano
Aluno de Jornalismo

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Alunos poderão optar por matérias fora da base curricular (Imagem:  Wilson Dias/Agência Braisl)

Alunos poderão optar por matérias fora da base curricular (Imagem: Wilson Dias/Agência Braisl)

A medida provisória que reestrutura e flexibiliza o ensino médio no país, anunciada pelo governo no último dia 22, ainda gera debates, especialmente entre aqueles que são atingidos diretamente como professores e alunos.

Até mesmo quem já concluiu o ensino médio analisa na prática diária da vida acadêmica os efeitos da mudança para futuros universitários. Tais de Andrade, acadêmica de Letras, 19 anos, diz acreditar que os maiores prejudicados serão os alunos que optarem por corte nas disciplinas sociais. “Hoje estando cursando uma faculdade vejo uma importância muito grande para as disciplinas sociais. Hoje elas [as disciplinas sociais] são fundamentais para o desenvolvimento de senso crítico e, acima de tudo, na compreensão de pensamentos diversos”.

João Noujain, professor de Sociologia, 36 anos, diz acreditar que a flexibilização é um retrocesso de tudo que já foi conquistado. “Me sinto em 1964 [golpe militar]. Essa flexibilização resultará em máquinas e não seres críticos. Captar a importância da Filosofia e Sociologia, por exemplo, é fundamental para desenvolver seres críticos, não alienados. ”

Essa flexibilização resultara em máquinas e não seres críticos

Já a estudante Larissa Beatriz, 16 anos, defende a flexibilização das disciplinas. “Acredito que sem o desejo de compreender e entender as matérias nada será aproveitado, então é melhor mesmo ter a opção de escolha. Eu acho dispensáveis as matérias de Filosofia e Sociologia para o curso de Educação Física, que pretendo prestar [vestibular]. O tempo que dedico para essas matérias poderia dedicar à pratica de Educação Física, certeza que em um futuro será melhor aproveitada. ”

O professor João Noujain destaca que as disciplinas do ensino médio são bases do ensino e que as matérias especificas devem fazer parte apenas da grade superior. “Mesmo que as disciplinas ‘não tenham utilidade’ em uma futura faculdade, elas auxiliam na construção do senso crítico. Sem senso crítico desenvolvido nenhum profissional poderá ser bem sucedido. Quanto às matérias específicas, devem ser trabalhadas e desenvolvidas no ensino superior. ”

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