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Cultura | Edição #455 - 24/10/2016

A capacidade de imaginação das crianças

Alunos do colégio onde trabalho usam a criatividade para se referirem à profissão de inspetor de alunos

Gabriel Tazinasso
Aluno de Jornalismo

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O convívio com as crianças durante a rotina de trabalho (Imagem/Dalila Panontim Rodrigues da Cruz)

O convívio com as crianças durante a rotina de trabalho
(Imagem/Dalila Panontim Rodrigues da Cruz)

Em apenas quatro meses, por corredores, pátios, cantinas e salas da escola onde trabalho em Maringá, muitas histórias tenho a contar. No início, a fase de adaptação à profissão de inspetor de alunos foi como em quase todas as outras, difícil, mas com o passar dos dias algo de especial e diferente estaria para acontecer. Conversas normalmente vão deixando o ambiente mais leve.

A primeira pergunta de um aluno que me lembro foi: O que é inspetor? Bom, eu disse, um inspetor cuida da segurança das crianças e sempre deve estar atento para ajudar em qualquer situação. Até aqui tudo normal, mas foi a primeira e última vez que me relacionaram com o nome inspetor.

Daí para frente a criatividade, a curiosidade e até a inocência dos alunos tomaram conta do colégio. Alguns me apelidaram de “Geneke” em referência ao ator Reynaldo Gianecchini. Me perguntaram antes se poderiam me chamar assim. Eu disse que sim, afinal  queria dar moral ao Gianecchini. Na escola temos muitos alunos com o nome Gabriel, assim eles trataram logo de inventar outros nomes para mim. “Tio Tazi” é uma adjetivação carinhosa dada em referência ao meu sobrenome e idealizada por algumas meninas. Tudo bem, já tenho quatro sobrinhos, alguns a mais não tem problema.

Também vieram outras adjetivações mais comuns, como “guardinha e segurança”, esta última reforçada pelos professores que no começo também me chamavam assim.

Passo por “aluninhos” e dois ou três começam a me chamar de “Rogério do futuro”

A classificação da profissão que me chamou mais atenção foi feita por alunos de no máximo 4 anos de idade. De repente passo por uma fila de “aluninhos” e dois ou três começam a me chamar de “Rogério do futuro”. Rogério é um colega de trabalho que está há mais tempo que eu na empresa, e também já tem uma idade maior que a minha. Quanta imaginação. Pode ser que fizeram a ligação por trabalharmos com uniformes iguais, por eu ser mais novo na empresa ou ainda por gostarem do Rogério. O fato é que sempre damos risada e ao lembrar  disso a convivência fica muito mais harmoniosa entre todos.

Também já me confundiram e me chamaram de Fábio, que é outro colega de trabalho, mas levamos sempre na esportiva, afinal a criatividade das crianças é fantástica. Agora, já bem ambientado no colégio, percebo que muitas vezes é necessário dar espaço às crianças, pois a inteligência delas pode nos surpreender. Contudo, seria mesmo surpreendente ouvir agora, algum aluno me chamando de inspetor.

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