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Cidade | Edição #449 - 12/09/2016

O rádio vem fazendo história na região

Maringá inaugurou a primeira emissora de rádio em 16 de novembro de 1949, então chamada de Cultura AM

Rodrigo Lucas
Aluno de Jornalismo

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Locutor em estúdio, trabalhando com a dinâmica de um rádio veloz e eficaz

Locutor em estúdio, trabalhando com a dinâmica de um rádio veloz e eficaz

Senhores, senhoras, esta é a ZYS-23, Rádio Cultura de Maringá, em 1.520 KHZ, inaugurando suas atividades. Essas foram as primeiras palavras ouvidas diretamente da rádio pioneira da cidade de Maringá no ano de 1949. O início das transmissões foi um marco para a região norte do Estado, que saía na frente e dava mais um passo rumo à inovação.

O rádio, naquela época, era feito com muito idealismo, paixão e participação na vida dos brasileiros. Em Maringá não era diferente. Tornou-se ferramenta importante de ligação entre o ouvinte e profissionais que ali trabalhavam e eram reconhecidos por tocarem as melhores músicas da época.

Segundo Gilmar Aparecido Laureano Ferreira, 45 ( há 24 anos atuando no rádio), tudo o que se vê hoje de inovação no rádio maringaense surgiu com as primeiras emissoras. “De três anos para cá, o rádio passou de AM para FM e as emissoras tocam músicas mesclando informações, levando mais agilidade e programação mais eficiente, discutindo temas relevantes à sociedade”, disse Ferreira.

o veiculo está se distanciando cada vez mais das pessoas, tornando-se algo muito comercial

Para Tony Cezar 59, locutor esportista há mais de 30 anos no rádio, e que trabalhou por mais de 10 anos na rádio Cultura AM de Maringá, há uma grande diferença entre as emissoras daquela época para as atuais. ” O rádio hoje não é mais dinâmico como antigamente, principalmente no interior. No interior, os donos de rádios são mais “dinheiristas”, não mantêm uma equipe de esportes, uma equipe de jornalistas, não respeitam mais as grades de programações. Isso tende a acabar com o rádio a cada dia na nossa região”, disse.

Segundo Renato Querino, 50 (atuante no rádio desde 1982), que também atuou na rádio Cultura AM de Maringá, trabalhar no rádio na década de 80 não era fácil por não existirem as tecnologias que os locutores encontra hoje. “Não existia computador e tínhamos que ficar atentos a tudo. Nós fazíamos o rádio e nessa época éramos conhecidos como DJs, os chamados disk jockeis. Era um rádio artesanal”, disse Querino.

Ao ser questionado sobre as mudanças que o rádio maringaense sofreu com o tempo, ele disse que o veiculo está se distanciando cada vez mais das pessoas, tornando-se algo muito comercial. “Para o artista ter suas músicas veiculadas na emissora, hoje, tem que pagar. Naquela época isso não acontecia. Funciona como no futebol: existe um empresário que contrata uma dupla ali e paga para que essa dupla toque no rádio” completou.

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