Cesumar - Centro Universitário de Maringá

Jornal Matéria Prima

 
  • Última Edição: #470 | 10/11/2017 - Ano XVIII
 
Saúde | Edição #451 - 26/09/2016

Na psicologia, depressão não é uma “frescurinha”

Psicólogos dizem que depressivos devem ser levados a sério, pois rejeição prejudica a saúde mental e afeta o tratamento

Janaina Teixeira
Aluna de Jornalismo

Comentários
 
Marcio Nalor, produz os quadros para exposições e vendas (Imagem/ Janaina Teixeira)

Márcio Nalor produz os quadros para exposições e vendas
(Imagem/ Janaina Teixeira)

Jim Carrey, Robin Williams, Selton Mello, Xuxa, Paula Fernandes e Lucas Lucco têm, além da fama e do, sucesso na carreira, enfermidade em comum: a depressão. A doença psíquica, que precisa de muitos cuidados, tratamento e todo acompanhamento de profissionais capacitados na área. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define depressão como um transtorno mental comum, caracterizado por tristeza, perda de interesse, ausência de prazer, oscilações entre sentimento de culpa e baixa autoestima, além de distúrbios do sono ou do apetite.

Maria (nome fictício), 15 anos, filha de pais separados, iniciou os primeiros traços depressivos há pouco mais de um ano. Conversou com o pai e a madrasta, mas eles achavam que era para chamar atenção, uma “frescura de adolescente”. Após isso, procurou a psicopedagoga do colégio que estuda. “Fiz alguns testes pela internet, comecei a pesquisar sobre esses assuntos e percebi até mesmo traços de esquizofrenia, porém, tenho quase certeza que acharão que quero mais atenção e não cuidados”, conta a adolescente.

Doença psíquica, precisa de acompanhamento de profissionais da área

João (nome fictício), 22 anos, estudante, foi diagnosticado com hiperatividade e ansiedade ainda na infância, após um trauma que sofreu. “Não gostava de nada em meu corpo, me comparava com os outros e me sentia um bosta”, diz. A mãe sempre foi contra a medicação e achava que a melhor solução era colocá-lo em atividades diversificadas, com a desculpa de ocupar a mente. Atualmente João é acompanhando pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps). “Lá [no Caps], recebo apoio de psiquiatra, enfermeiras com especialização em doenças mentais, assistente social e psicóloga. Eles [os profissionais], além de me medicar de graça, recebo atenção, conforto. A cada visita que faço, sou entendido com um simples olhar”, relata.

 Márcio Nalor, 38 anos, pintor de telas, recebeu atendimento psicológico ainda quando estava internado depois de sofrer um acidente no qual ficou semi-tetraplégico. “Ficava muito parado [após sair do hospital], então comecei a desenhar, porém isso não me deixava satisfeito. Fui, então, para a pintura, como ‘ponto de fuga’, foi o que mudou minha vida”.

Discussão e comentários »

Não há comentários | Deixe seu comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

* Copie a Senha gerada. *

* Digite ou cole senha aqui. *

28.750 Spam Comments Blocked so far by Spam Free Wordpress

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

sobre o autor

Notícias

 

Calendário

setembro 2016
S T Q Q S S D
« ago   out »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

galeria de fotos

Mario Quintana Chico Buarque Mark Twain

enquete

A Feira do Produtor é importante para Maringá?

Ver Resultados

Loading ... Loading ...
 

Jornal Matéria Prima é produzido por alunos do curso de Jornalismo do Centro Universitário Cesumar - UniCesumar - na disciplina Técnica de Reportagem.

 

Publicado com WordPress / Laboratório de Notícias

Proibida a reprodução sem autorização do autor ou da Unicesumar

©2011-2016 Jornal Matéria Prima. Todos os Direitos Reservados.