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Política | Edição #450 - 19/09/2016

Mídia prefere atacar sem provas antes de apurar

A jornalista Patrícia Lélis acusou, falsamente, o deputado Marco Feliciano de assédio sexual e tentativa de estupro

Juliana Nicolini
Aluna de Jornalismo

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Em agosto deste ano a jornalista brasiliense Patrícia Lélis, 22, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) queixa de assédio sexual e uma suposta tentativa de estupro. Patrícia afirmou que os crimes ocorreram em julho e que os responsáveis seriam o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) e o assessor dele Talma Bauer. Para “comprovar” o ocorrido, Lélis divulgou prints e áudios de conversas com o deputado, o que, posteriormente, comprovou-se serem todos forjados.

Agência Brasil/ Fotografo Fabio Rodrigues Pozzebom

Deputado Marco Feliciano, acusado de tentativa de estupro
Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom

Após ambos os lados serem expostos – já que Feliciano também manifestou-se sobre o assunto e expôs as verdadeiras conversas com a jornalista – e muita investigação sobre o caso, a polícia de São Paulo concluiu o inquérito, pedindo a prisão de Patricia Lélis por denunciação caluniosa e extorsão contra o deputado e o assessor.

Para agravar ainda mais a situação da jornalista, o delegado Luiz Roberto Hellmeister, titular do 3º Distrito Policial de São Paulo, informou ter obtido laudo psicológico indicando que Patrícia é “mitomaníaca”, ou seja, tem transtorno de personalidade, o que a faz mentir compulsivamente.

Agência Brasil/ Fotógrafo Fabio Rodrigues Pozzebom

Patricia Lélis reafirmando a acusação contra o deputado
Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom

No laudo psicológico consta que Patrícia tem atitudes inconstantes, podendo ser ora sedutora, ora manipuladora. Em outros momentos quer ser o centro das atenções, o que pode “justificar” as razões pelas quais a  jovem inventou os crimes.

Apesar desse diagnóstico psicológico, fica evidente também que no fato de episódios que envolvem figuras públicas, não se pode descartar outros tipos de interesse, como obter das vítimas vantagem financeira, notoriedade ou algum outro benefício.

É preciso refletir, com base nesse exemplo, até que ponto casos como o de Patrícia Lélis manipulam a mídia, que geralmente se apressa em condenar figuras públicas, principalmente as polêmicas, no caso, o deputado Marco Feliciano, conhecido pela postura racista, homofóbica e de intolerância religiosa.

Deve-se refletir até que ponto casos como o de Patrícia Lélis manipulam a mídia

Fato é que, independentemente de quem for o alvo, uma informação ilegítima, tal como foi pronunciada nesse episódio, contraria a postura que qualquer pessoa pode ter em relação a outra. A mídia, por sua vez, tem instrumentos para evitar a disseminação de fatos inverídicos. Apuração, checagem, ouvir o outro lado estão no rol das atribuições dos jornalistas para que episódios como esse não ganhem o espaço que não merecerem no noticiário.

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