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Saúde | Edição #451 - 26/09/2016

Desinformação prejudica depressivos, diz médica

Para a psiquiatra Giovana Garcia, há um avanço gradual na conscientização e, consequentemente, redução do preconceito

Ellen Caroline Corrêa
Estudante de Jornalismo

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A psicóloga Raquel durante curso relacionado a saúde (Imagem/arquivo pessoal)

A psicóloga Raquel durante curso relacionado a saúde (Imagem/arquivo pessoal)

Cansaço, sono excessivo, medo, desinteresse, sensação de tristeza e melancolia, que interferem nas atividades cotidianas, são alguns sintomas da depressão. Existem três graus de depressão: leve, moderado e grave. Em todos os tipos, a ajuda profissional se torna essencial, mas o problema ainda é rodeado de muita desinformação, o que leva ao preconceito, segundo a psiquiatra Giovana Jorge Garcia, 33 anos . Em Maringá, locais como o Hospital Psiquiátrico, grupo Neuróticos Anônimos, Casa Esperança, Comitê de Prevenção e Posvenção ao Suícidio entre outros têm ajudado pessoas com transtorno depressivo.

Formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Giovana Garcia também é professora de Medicina na Unicesumar (Centro Universitário Cesumar) e realiza atendimento clínico de adultos na Clínica de Psiquiatria Essentia, em Maringá. Segundo ela, a aceitação do diagnóstico varia bastante e o tratamento da psiquiatria é dividido em níveis. “Quadros leves de depressão podem ser tratados apenas com psicoterapia, sem ajuda de medicações antidepressivas. Já nos casos de depressão de grau moderado ou grave, a combinação é fundamental para a recuperação”.

A psiquiatra diz acreditar que, apesar da desinformação, está em curso um processo gradativo de conscientização da população e, consequentemente, redução do preconceito. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que a depressão atinge 350 milhões de pessoas em 2015. Cinco milhões de casos são no Brasil. “A importância da ajuda profissional está nesses pontos, de amenizar os sofrimentos e prejuízos e evitar de perdermos mais vidas em funções de uma doença tratável”, salienta Giovana Garcia.

importância da ajuda profissional é de amenizar os sofrimentos e prejuízos

Para diagnosticar corretamente um quadro depressivo, utiliza-se o Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-V). A psicóloga Eliane Gutierez, 41 anos, formada pela Universidade São Judas Tadeu, tem mais de 15 anos de experiência na área clínica com foco em Psicanálise. Durante as sessões, o profissional tenta identificar os problemas na vida do paciente para tentar oferecer-lhe alívio. Segundo ela, “algumas pessoas já procuram atendimento com a queixa de depressão, no entanto, ainda existem muitas pessoas que apresentam dificuldades para aceitar o diagnóstico devido a banalização da doença”.

A terapeuta ocupacional e especialista em saúde mental, Priscila Rodrigues Pereira Pavan, 36 anos, formada pelas Faculdades Integradas Espírito – Santenses (Faesa). Destaca que a “terapia ocupacional vai auxiliar na retomada de alguma perda da atividade do cliente caso esse esteja isolado ou não conseguindo mais realizar suas tarefas”. Como profissional da saúde Priscila acredita que “muitos tratam a depressão como frescura ou para chamar atenção, por isso, é importante a conscientização da família e do cliente que esse tipo de doença é passível para qualquer pessoa dependendo de questões genéticas e também de fundos estressores”.

Neste mês muitas rashtags e corações amarelos têm rodeado as redes sociais. É a campanha Setembro Amarelo de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Raquel Pinheiro Niehues Antoniasse, 33 anos, formada em Psicologia pela UEM (Universidade Estadual de Maringá). Para ela, não seria preconceito, e sim falta de conhecimento acerca do que realmente são transtornos mentais, “por as pessoas ainda terem uma compreensão pejorativa dos transtornos mentais, não tem habilidades de escutar o sofrimento e acolhê-lo de forma que seja adequada e saudável à aquele que sofre.” Ela também é idealizadora do Comitê de Prevenção e Posvenção de Suicídio em Maringá. “Na minha prática de trabalho é extremamente normal pacientes com quadros depressivos apresentarem ideação ou plano suicida”.

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