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Crítica de Mídia | Edição #451 - 26/09/2016

A falta de ética do jornal Charlie Hebdo

O periódico francês publica charges que degradam pessoas, raças, cidades, catástrofes, a fim de chamar atenção

Natalia Sanches
Aluna de Jornalismo

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Logo de início a pergunta que se faz é: “Onde está a ética do jornalismo quando notícias estão sendo mostradas de modo que exponham exageradamente a degradação humana?

Um dos casos mais absurdos é o jornal francês Charlie Hebdo, conhecido por ser protagonista em polêmicas. Parece que o atentado que o jornal sofreu no dia 7 de janeiro de 2015, com 12 vítimas e 11 mortes não foi o suficiente para que eles parassem de pegar tão pesado nas caricaturas. O ocorrido se deu por conta de piadas que foram feitas sobre os líderes islâmicos.

Site do jornal francês Charlie Hebdo (Imagem/Reprodução Charlie Hebdo)

Site do jornal francês Charlie Hebdo (Imagem/Reprodução Charlie Hebdo)

Utilizando o Google Trends, é possível notar que o maior pico de interesse foi quando houve o atentado. O que mostra que o jornal não é tão visto pelo público. Talvez seja por essas razões as charges publicadas pelo jornal estão cada vez mais agressivas, como uma forma de tentar aumentar o interesse do público.

É claro que nada justifica o atentado que aconteceu por conta das charges publicadas, e que existe a tal liberdade de expressão, mas o jornal chega a um ponto que essa mesma liberdade acaba ferindo a ética e o desrespeito toma conta, ocasionando um jornalismo abusivo.

A nova “pérola” que trouxe repercussão do Charlie, foi a charge que mostra as vítimas do terremoto como tipos de massa (típico prato italiano). Mas o mais absurdo ainda foi o diretor do jornal, Laurent Sourisseau, que defendeu as polêmicas caricaturas e ainda disse que “A morte é sempre um tabu, mas às vezes, é preciso transgredi-la”.

Transgredi-la, sendo que quase 300 pessoas morreram? Perderam as casas e pertences? Satirizar um terremoto que devastou três cidades no centro da Itália?

O jornal chega a um ponto que essa mesma liberdade acaba ferindo a ética

Deve existir ética, bom senso e respeito quando envolve o sofrimento de muita gente e agindo cada vez mais essa agressão nas charges, o jornal nunca será visto com “bons olhos”, e acabará ganhando sempre uma repercussão negativa. Quando ocorreu o atentado muitas pessoas saíram às ruas com o cartazes em solidariedade ao jornal: “Je suis Charlie” (Eu sou Charlie), mas com tanta sátira de mau gosto, impossível ainda “ser Charlie”.

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