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Cidade | Edição #445 - 08/08/2016

Viúva leva vida na raça no conjunto Sol Nascente

Após perder o marido, Fátima Zamberlan, moradora da zona leste, assumiu o bar e a responsabilidade de chefe de Família.

Guilherme Fortunato
Aluno de Jornalismo

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Com os pés no chão, é assim que Fátima Zamberlam, 61, proprietária de um bar no Conjunto Sol Nascente na zona leste de Maringá toca a vida. Viúva há pouco mais de 1 ano, dona Fatima vive com a família há quase 22 anos no bairro. É ali que diariamente luta para a sobrevivência da família.

Fátima tem responsabilidade de reger a família e os negócios (Imagem/ Guilherme Fortunato)

Fátima tem responsabilidade de reger a família e os negócios (Imagem/ Guilherme Fortunato)

Nascida em família humilde, viveu parte de sua vida no campo. Ela e o marido cuidavam de uma fazenda na região de Goioerê, centro-oeste do Paraná, mudaram-se para Maringá quando o dono resolveu vender as terras. Desde que passou a viver na cidade canção, Dona Fatima sempre trabalhou fora, na maioria das vezes como diarista ou cuidadora de residências. Com o tempo ela e o marido foram adquirindo a propriedade na zona leste da cidade, onde hoje funciona o estabelecimento comercial da família.

Me incomoda muito alguém vir bater na minha porta para receber, tenho meus pés no chão

Como trabalhava fora o marido era quem cuidava do comercio, segundo a viúva “Era a diversão dele”, quando o marido morreu há 1 ano e meio atrás ela resolveu tomar conta do estabelecimento, que hoje sustenta a família. Com a ajuda dos três filhos, dois deles trabalhando fora, ela batalha todos os dias para manter o negócio, que afirma servir como lembrança do marido.

Com um de filhos desempregado e com dois netos para sustentar a  dona do bar disse que se vira bem, além  da venda Dona  Fátima aguarda sair sua aposentadoria e a pensão de seu marido para ajudar nas contas de casa, “Agora com vinda da pensão espero que ajude, irá garantir água, luz e algumas contas da casa, com essa crise o movimento no bar diminuiu.’’

Dona Fátima é mais uma entre as milhares de mulheres que tocam o próprio negócio, segundo dado do SEBRAE atualmente o número de mulheres donas chefes de família e de negócios chega a 8 milhões, a tendência é aumentar.

Apesar de toda dificuldade vivida ela garante que as contas estão pagas em dia, “Me incomoda muito alguém vir bater na minha porta para receber, tenho meus pés no chão” afirmou. Ela conta que para evitar gastos tem no fundo de casa uma horta, assim as contas são pagas com o dinheiro do bar. Apesar de todas as dificuldades desde que perdeu o marido ela não desanima, e garante: “Vou tocar esse bar até não aguentar mais.”

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Nascido em Mandaguari, estudante de Jornalismo, sou apaixonado por esportes e política.

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