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Tecnologia | Edição #446 - 15/08/2016

Um dia é da caça, outro é do caçador

Julgado por muita gente, o Pokémon Go tem um lado positivo: o segredo do jogo é saber como dominá-lo

Raysson Schimmack
Aluno de Jornalismo

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A cena que muita gente viu nas ruas nos últimos dias foi de pessoas vidradas no celular, pokemonà procura de uns bichinhos virtuais. A “caça” aos Pokémons já é febre no Brasil. Prova disso é que de acordo com o Google Trends (ferramenta que mostra os termos mais populares pesquisados no Google), o nome do jogo chegou a ultrapassar “Olimpíadas 2016″ nas buscas feitas no Google nos primeiros dias em que o aplicativo foi lançado. O jogo já foi baixado mais de 100 milhões de vezes, segundo a Sensor Tower.

Do mesmo jeito que o Pokémon Go cativou muita gente, também ganhou inimigos

Do mesmo jeito que o Pokémon Go cativou muita gente, o aplicativo também ganhou inimigos. Nas redes sociais, inúmeros posts relacionam o jogo a um vício, algo que domina e guia os seres humanos. Muitas dessas pessoas podem até ter razão. O que se vê por aí até parece uma invasão de zumbis eletrônicos, famintos por monstrinhos que só existem na tela do celular. Há os que dizem que o aplicativo seria uma forma de espionar os jogadores, ou que não passa de uma estratégia para alavancar as vendas do Pokémon.

O jogo não é e nem pode ser visto como o grande vilão da história. O Pokémon Go pode ser um potencial estimulador para os sedentários de plantão, afinal, para caçar os bichinhos é preciso andar pela cidade, “vasculhar” cada canto. Essa caminhada faz bem à saúde e ajuda no bem-estar do corpo e da mente (isso se andar com atenção nas ruas).

Estudo publicado no Archives of Internal Medicine, um dos periódicos de medicina mais importantes do mundo, mostra que ficar oito horas por dia sentado faz mal à saúde.

Outro item passível de apreciação é a tecnologia usada no jogo. Apesar da realidade aumentada (utilizada para unir o real com o virtual) não ser uma novidade, essa técnica é uma criação que pode ser considerada um salto para a humanidade. A realidade aumentada pode ser usada para diversão ou fins didáticos, por exemplo.

Eis mais um ponto positivo do Pokémon Go. Por incrível que pareça, a caça aos monstrinhos tirou muitas pessoas de dentro de casa. Gente que há tempos tinha dificuldade em sair. Um exemplo disso é o jovem britânico de 17 anos chamado Adam Barkworth, autista, e que não se sentia bem quando estava na rua com outras pessoas. O jogo o ajudou a superar o medo e, atualmente, ele sai em busca dos animais virtuais.

O grande mistério desse aplicativo é simples: saber como utilizá-lo, ou seja, como controlar o jogo e não deixá-lo te controlar. Por isso, antes de criticá-lo por completo, deve-se analisar os aspectos positivos dessa nova “febre” da tecnologia.

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