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Literatura | Edição #447 - 29/08/2016

O desespero de quem não sabe onde está o celular

Ele fez o colégio virar de ponta-cabeça para encontrar o smartphone, que sumiu durante a aula de educação física

Adelson Jaques
Estudante de Jornalismo

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Ainda eram 6h e eu já escutava o barulho do meu celular despertando, então olhei para o teto, bocejei, bocejei e levantei. Sonolento fui ao banheiro, escovei os dentes, me arrumei, subi na bike e parti para o colégio.

( Foto: Adelson Jaques)

( Foto: Adelson Jaques)

Parecia que seria mais um dia normal.

- Vai com Deus meu filho, gritava minha mãe, do portão.

Cheguei ao colégio, saí para a aula de educação física. Voltei às 15h20. Faltando 10 minutos para ir ao recreio fui até minha mochila pegar o “xodozinho” para tirar uma selfie e postar no Instagram. Procurei, procurei e nada de encontrar meu celular.

Saí para o recreio muito nervoso, precisava saber quem havia me roubado. Fui para a aula de matemática e minha amiga  deu a ideia de ir denunciar na diretoria.

- Diretoraaaaaaaaa, me ajuda, eu vou morrer, preciso do meu WhatsApp!!! 

Ela me pediu calma e para explicar o que estava acontecendo. Depois de me ouvir, prontificou-se a me ajudar. Mobilizou todas as zeladoras do colégio para irem em cada sala revistar bolsa por bolsa, mas nada de encontrar o aparelho.

Pedi para as amigas zeladoras e os dois amigos guardinhas que ficavam no portão do colégio para me ajudar a procurar nos vasos de flores, no banheiro e locais onde a alguém poderia tê-lo escondido.

Diretoraaaaaaaaa, me ajuda, eu vou morrer

A notícia chegou à minha sala, o pessoal ficou todo indignado. A professora, então, saiu com os alunos e começaram todos a ajudar as zeladoras e os guardinhas a procurarem o aparelho.

Já eram 17h10, faltavam apenas 10 minutos para a aula terminar. Todos vão para a sala junto à professora para fazer a chamada.

- É a última vez que vou ligar para o celular dele, calma aí professora, disse uma colega. Espera, espera gente, alguém atendeu, alô, alô, quem é?

Todos ficaram em silêncio nesse momento para saber quem havia atendido e quem era o suposto ladrão do celular. Eis a surpresa; minha mãe foi quem atendeu e disse que eu havia esquecido o aparelho debaixo da cama.

O pessoal da sala só não brigou comigo ( por eu ter feito a escola virar de ponta-cabeça naquele dia) porque, afinal de contas, não tivemos aula de trigonometria.

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