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Saúde | Edição #445 - 08/08/2016

Doenças psicológicas e a frequente banalização

Estereótipos em volta de transtornos psiquiátricos são reforçados; usuário(a) do Twitter é exemplo de vulgarização

Lucas Martinez
Aluno de Jornalismo

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“Tá mal de novo?!”, “Você é muito ingrato. Olha tudo o que você tem”, “Eu tenho TOC. Não suporto quadros tortos”. Essas são algumas frases ditas por aqueles que, como dizia Platão, vivem no fundo da caverna. A banalização de doenças psicológicas é algo mais comum do que se imagina, inclusive nas redes sociais. Tratar com teor cômico ou sem importância um assunto tão sério é preocupante, principalmente porque reforça estereótipos e coloca o doente real em segundo plano.

A depressão, segundo publicou Drauzio Varella no site homônimo, pode ter sintomas como “culpa excessiva, falta de energia, ideias suicidas” entre outros. Já o TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) pode trazer sintomas como “rituais compulsivos [...], preocupação excessiva com limpeza e higiene pessoal, dificuldade para pronunciar certas palavras [...], pensamentos agressivos relacionados com morte, acidentes ou doenças” entre outros.

Muitas informações sobre essas doenças estão principalmente na internet, mas as pessoas simplesmente usam o senso comum como base para afirmar que algo é ou não depressão, que algo é ou não TOC, que algo é real ou não. Para um doente, esse tipo de abordagem só piora sintomas, como culpa e tristeza excessiva. Pessoas que realmente têm TOC são atingidas por estereótipos de pessoas que têm mania de organização, que, de maneira excessiva, é uma pequena parcela dos sintomas.

Se houvesse preocupação das autoridades, o problema seria parcialmente resolvido

Além disso, é nítida a falta de interesse por parte do governo no que se refere a campanhas que levem essas informações àqueles que não costumam utilizar a internet, por exemplo, como meio de pesquisa. Caso houvesse preocupação das autoridades para informar a população sobre isso, o problema da banalização seria parcialmente resolvido.

Um exemplo de vulgarização que ocorre nas redes sociais é o(a) usuário(a) do Twitter “@plantãotoc”, com título “Eu Tenho TOC”. Esta conta, com 22,4 mil seguidores, divulga conteúdos como imagens simétricas e gifs perfeitos. O problema disso não é o conteúdo em si, mas como o título reforça o estereótipo e a ignorância de que a doença se resume a um perfeccionismo estético. É normal preferir que sejam esteticamente agradáveis, isso é, essa é uma característica comum a todos.

É importante, portanto, haver um diagnóstico profissional e, principalmente, informação. Enquanto essas doenças não forem levadas a sério, muito provavelmente os estereótipos vão dominar e o assunto continuará sendo tratado nas diretrizes do senso comum.

Imagem/Reprodução

Página do Twitter propõe ideias que reforçam estereótipos
(Imagem/Reprodução)

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