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Cultura | Edição #447 - 29/08/2016

“A minha próxima meta é ir ao Faustão”

Ganhador do “The Voice Kids”, Wagner Barreto já soma mais de 9,7 milhões de visualizações no Globo Play e Youtube

Douglas Emiliano
Aluno de Jornalismo

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Wagner Barreto nos bastidores TV Unicesumar (Imagem/ Matheus Torrezan)

Wagner Barreto nos bastidores da TV Unicesumar (Imagem/ Matheus Torrezan)

No dia 10 de janeiro desde ano ele apareceu pela primeira vez no palco do The Voice Kids, da Rede Globo. Cantando Índia, Wagner Barreto conquistou a admiração de todos os jurados e pode escolher por uma vaga no time dos sertanejos Victor & Léo.

Foi por Victor, inclusive, que ele saiu carregado do palco. Na ocasião, o cantor disse: “Vamos levar no colo, porque isso aqui é precioso”. Foi nesse dia, também, que o público pode conhecer a história do jovem, de 15 anos, Paranaense, sonhador, morador da Ilha Floresta em Porto Rico (distante 170 km de Maringá). Sem energia elétrica, mas com muita alegria e disposição, Wagner vivia seus dias em meio à natureza, tomando banhos de rio e aperfeiçoando voz e canto.

Durante o The Voice Kids, ele também foi destaque na fase de batalhas, quando cantou Desculpe Mas Eu Vou Chorar. Na fase de shows ao vivo, Romaria foi a canção que levou o jovem para a semifinal.

Nessa etapa, Wagner, que cantou Todo Azul Do Mar, foi o favorito do público e de Victor & Leo. Ele recebeu 30 pontos dos técnicos e 47% dos votos populares, acumulando 77 pontos. Na final o garoto emocionou ao cantar Disparada, clássico de Geraldo Vandré e Theo de Barros. Wagner venceu a primeira edição do The Voice Kids com 66% dos votos do público.

Além do prêmio, o adolescente, de 16 anos, ganhou um contrato com a gravadora Universal Music, que lançou recentemente primeiro álbum dele.  Wagner é um dos filhos do casal Eurides e Ivone e tem nove irmãos. Durante a visita dele aos estúdios da RUC FM e TV Unicesumar em Maringá, ele falou sobre a trajetória no programa, mudanças e próximos projetos.

Você já cantava para públicos menores em concursos regionais quando decidiu participar do The Voice Kids. Como foi se apresentar pela primeira vez para todo o Brasil na TV?
Eu não vi nada, estava com os olhos fechados e já estava desmaiando. Eu falei “se eu abrir o olho eu vou desmaiar ou vou morrer aqui”. [No estúdio] Não tem aquele barulho na hora que vira as cadeiras, eu só escutava a plateia batendo palma e eles [os técnicos] falavam “menino olha aqui” e eu lá “meu Deus o que está acontecendo”. Quando eu abri os olhos os três tinham virado.  Tem um sigilo muito grande, quando a gente entra para cantar nas audições às cegas, eles não sabem absolutamente nada. Não sabem o nosso nome, se é menino ou menina, se eu era gordo, magro, feio ou bonito.

Após a sua vitória no programa você disse em entrevistas que já sabia que iria ganhar. Quando você percebeu que já tinha alcançado o seu sonho?
Dentro do meu coração, depois que eu cantei Todo Azul do Mar eu pensei “eu vou conseguir chegar até a final, pelo menos”. Aí na final quando eu cantei com o Victor & Léo e tive a certeza que iria ganhar, certeza absoluta. E acabei ganhando com 66% dos votos de todo o Brasil. Hoje já realizei todos os meus sonhos. Agora minha próxima meta é ir ao Faustão e cantar no palco principal de Barretos.

Durante toda sua trajetória no reality você se apresentou cantando diversos clássicos da música sertaneja e essas músicas não são populares entre a maioria dos adolescentes da sua idade. Você acredita que por esse motivo conseguiu atingir todos os públicos e acabou ajudando no resgate dessas músicas?
Esse é um ponto interessante. O pessoal da minha idade não conhecia e agora eles cantam esse tipo de música. Foi esse o ponto interessante que o The Voice Kids quis trazer. Músicas atuais e músicas que estavam esquecidas. Então podemos dizer que 20% dos jovens que gostam de música pegaram pelo menos 1% do que a gente quis passar.  Quando eu chego para falar com as senhoras e os senhores eles cantam um pedaço da música e contam a sua história com aquela música e dizem que lembraram da música por mim. É bem legal.

As músicas apresentadas durante sua trajetória no programa foram bem recebidas pelo público.  Essa escolha partiu de você ou da produção do programa? Quais músicas são suas favoritas?
Eu que escolhi as músicas e teve algumas que eles [produção do programa] deram pitacos. Eles são tipo um crânio, o cérebro do programa são os produtores, eles fazem um trabalho maravilhoso. Eu queria cantar Nuvem de Lágrima [de Chitãozinho e Xororó], porém não era apropriada para o dia que iria ser apresentado o programa. Eles não proibiram nenhuma música. Todo Azul do Mar é uma música especial para mim, vou levar para vida inteira junto com Índia e Tem Que Ser Você.

Você lançou o seu primeiro CD pela Universal Music em junho deste ano e ele já soma quase 170 mil reproduções no Spotify. Isso te incentiva a pensar em novas produções?
Eu gosto de todas as músicas do CD, ele tem todas as músicas do programa e três inéditas. No momento estou trabalhando a música “Do Outro Lado do Mundo”, porém vou gravar duas novas músicas de trabalho. Eu e minha equipe já estamos pensando em gravar um clipe. Também quero gravar um DVD e meu segundo CD.

Estava cantando com os olhos fechados. Quando eu abri, os três tinham virado

O seu primeiro álbum conta com a participação dos seus padrinhos e técnicos Victor & Léo. Como era essa relação durante o programa?
Eles ajudam bastante. Antes de ir para a final o Léo me mandou uma mensagem desejando força e me passou algumas técnicas. Lá no Projac eles ficavam junto com a gente nos ensaios, tem gravação deles no piano, dando pitaco nas músicas. No meu CD tem duas músicas escritas por eles. O Léo, quando estava escrevendo Mei Lá, Mei Cá, me mandou mensagem falando que tinha escrito uma música até a metade e perguntou o nome da minha cidade. Ele disse que iria colocar Porto Rico na música e ficou muito massa. A gente mantém um contato bem legal, troca mensagem no WhatsApp, curte uma foto do outro no Instagram. Eles possuem uma vida pessoal, têm mãe, filhos e por isso eu tento conversar com eles sobre isso. Isso deixa um clima legal entre amigos e não só profissional.

Com sua turnê Do Outro Lado do Mundo você já se apresentou na maior festa de peão do Brasil em Barretos (SP) e também em Porto Rico. Como é para você voltar a cantar na sua terra depois de toda a trajetória no reality?
Cantei duas vezes em Barretos e foi a coisa mais legal do universo. Tinha muitas pessoas e eu adoro pessoas. Porém, os técnicos me falaram assim: “você tem que cantar para uma pessoa como você canta para 10 mil”. Então só de estar na minha terra é muito massa. Estou fazendo um show inesquecível com várias bombas, luzes e fumaça do jeito que eu gosto.

Durante sua participação no reality você teve que conciliar as gravações do programa com os ensaios e estudos. Como foi para você conciliar tudo isso?
Era cansativo, não tinha muito tempo, porém conciliava tranquilo. Eles marcavam os compromissos para o fim de semana. Então na sexta à tarde eu saía da escola e de noite eu já estava no Rio. Ficava sábado e domingo e voltava na segunda.

(Imagem / Pedro Curi /Rede Globo)

Wagner comemorou o título do The Voice Kids no colo da dupla Victor & Léo (Imagem / Pedro Curi /Globo)

Discussão e comentários »

Um comentário | Deixe seu comentário

Heitor Menezes disse:

Não sei como faz para correção de material por parte da equipe produtiva do Jornal, mas pelo que me parece no início da frase, não seria deste? No lugar da palavra desde?
Heitor!

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