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Segurança | Edição #445 - 08/08/2016

A cidade que não é tão maravilhosa assim

A falta de segurança na turística Rio de Janeiro está tomando conta e deixando a violência fora de controle

Natalia Sanches
Aluna de Jornalismo

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O Rio de Janeiro é o principal destino turístico do Brasil. De acordo com o Anuário Estatístico de Turismo, a cidade alcançou 1.597.153 visitantes internacionais em 2014, mas a principal questão é que, apesar do turismo em alta, a violência vem aumentando e preocupa.  Só em março deste ano, o Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgou que os crimes de letalidade tiveram aumento de 15,3%, comparado a março de 2015.

Tropas federais ocupam uma das comunidades no Rio de Janeiro (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Tropas federais ocupam uma das comunidades no Rio de Janeiro (Fernando Frazão/Agência Brasil)

É inegável que o Rio de Janeiro tem uma beleza que surpreende, tanto que é também conhecida como a Cidade Maravilhosa. Além da beleza natural, tem patrimônios históricos e tem museus que poderiam ser uma viagem perfeita, unindo a beleza, história, arquitetura, arte, tudo em um lugar só, mas no dia a dia,  está longe de ser maravilhosa como dizem.

Mesmo durante as Olimpíadas, com alto índice de policiais na rua, a violência não foi contida. Os casos de assaltos a atletas olímpicos e até a delegações estão sendo registrados em uma frequência bem acima do desejado.

A Cidade Maravilhosa tem uma vida noturna agitada para todos os gostos e idades, mas o temor é real, dos arrastões, das abordagens no trânsito, inclusive com mortes, entre outros. Infelizmente, quem vive no Rio sabe que pode sair de casa para o trabalho e não voltar mais. O aumento da violência está associado ao aumento do uso de drogas. Os dados apresentados em um relatório divulgado em 2012 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontam que 75% dos jovens infratores no Brasil são usuários de drogas. No Rio de Janeiro, a sede do tráfico ainda está nas comunidades. Lá, traficantes aliciam crianças para fazer as entregas e, ao mesmo tempo, as tornam dependentes. Elas acabam entrando no mundo do crime muito cedo e têm as vidas ceifadas.

Rio de Janeiro tem uma beleza que surpreende, mas está longe de ser maravilhosa

A solução seria de longo prazo, pois teria que ser feito um investimento expressivo na educação, para que as crianças carentes não caiam no mundo do crime. Passar o dia em instituições com aulas normais e no período da tarde com oficinas de teatro, esportes, línguas, além do direcionamento a uma profissão de acordo com as habilidades delas, tem se mostrado uma alternativa eficiente.

Já em curto prazo seria necessário aumentar o efetivo policial, não apenas em  eventos importantes, como as Olimpíadas, e sim permanentemente. Do mesmo modo, conter o tráfico de drogas, tratar os dependentes químicos, além de ampliar os projetos sociais nos morros, como uma tentativa de tirar as crianças e adolescentes do mundo do crime.

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