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Crítica de Mídia | Edição #441 - 06/06/2016

Rádio, um império que está em decadência

Um dos mais importantes meios de comunicação de massa que está sendo esquecido por falta de criatividade

Gian Ribeiro
Aluno de Jornalismo

Comentários
 
Montagem/Gian Ribeiro

Montagem/Gian Ribeiro

O rádio é uma das maiores heranças midiáticas do Brasil. Grande parte do que vemos ainda hoje na televisão é fruto do rádio. Vários programas que assistimos cotidianamente, de auditório e até de jornalismo, migraram dessa mídia.

O surgimento da televisão levou ao rádio uma desleal concorrência – por causa da fuga dos melhores patrocínios, comunicadores e o benefício da imagem – mas o rádio resistiu. Embora o veículo pareça ser o meio de comunicação mais distante das nossas atuais tecnologias, ainda é muito utilizado. Uma das razões para que isso aconteça é que as pessoas passam algum tempo dentro de automóveis, e assim, o meio de comunicação mais seguro (porque evita distrações no trânsito) e acessível é o rádio.

Porém, o aparelho radiofônico tem caído em desuso, principalmente, nos domicílios brasileiros, como mostra o Mídia Dados Brasil (MDB). Desde 2008 o número de domicílios com rádio vem diminuindo. Em 2008 a posse do rádio estava em 88,9% dos domicílios e sofreu queda em todos os anos subsequentes. Neste ano a posse está em 66,9%, números decadentes para quem já foi a maior mídia do país.

Uma das razões desse declínio é o fato de que o rádio (e quando digo rádio, refiro-me aos idealizadores) não se reinventou e continua com conteúdos semelhantes aos da televisão. Só que a televisão tem o benefício da imagem e, na comparação, sempre sairá em vantagem.

Outra razão é que o rádio tem perdido a habilidade de manter talentos, sejam eles no humor, na música ou até mesmo no meio jornalístico.

Levando-se em conta a participação do ouvinte, a mídia está mais perto da comunidade do que a televisão. Deveria ser, portanto, um instrumento de maior integração social, ou seja, dar mais espaço para a comunidade. Poderia buscar pautas locais, criar fóruns de discussão (não só de temas locais, mas também, temas nacionais de opinião pública).

A mídia nunca perdeu espaço, e sim capacidade de renovar conteúdos

Outra opção seria buscar mais interatividade com os acadêmicos de universidades e centros superiores de ensino. Talvez o rádio tenha a melhor oportunidade entre as mídias de propagar educação e cultura e, por estar mais próximo da comunidade, seria um instrumento poderoso de renovação cultural.

Segundo dados do IBGE são mais de 210 milhões de aparelhos celulares no Brasil e todos têm rádio. Então, a questão é que a mídia nunca perdeu espaço, e sim capacidade de renovar conteúdos.

Existe uma luz no fim do túnel.  Espera-se que o rádio continue firme e forte, mas não só isso. Que faça a diferença entre as mídias e que produza cultura, educação e mais informação, novos ícones da comunicação e que seja a voz da sociedade. Que o rádio nunca perca o poder de nos fazer imaginar e criar em nossa mente a imagem da palavra ouvida.

Discussão e comentários »

7 comentários | Deixe seu comentário

Gilson Silva disse:

Realmente, a rádio está em decadência, não vê quem não quer, depois da chegada das novas mídias, com a chegada avassaladora do YouTube, essa decadência se aprofundou, a música, parte considerada da sua audiência, juntamente com as notícias, sofreu uma baixa muito forte, devido a ida dos ouvintes terem acesso a esta mídia poderosa mídia chamada YouTube que propicia um cardápio musical variado e ao seu gosto e a qualquer hora e em qualquer lugar, eles podem degustá-lo, pois com a melhora da internet e sua ampliação de acesso, isso virou mania nacional, principalmente entre os jovens, eles têm suas pastas recheadas de MP3, dando aos mesmo a sobremesa precisa enquanto não saem as refeições principais quando se conectam. Além disso tudo as rádios online, muito bem pranejadas (tecnologicamente) abocanham a outra fatia dessa audiência perdida pelas rádios convencionais, elas, com sua tecnologia propicia a a eles fazerem suas rádios particulares, com uma grade montada pelos mesmos, sem complicação, fazendo-os não só simples ouvintes, mas propagadores das mesmas, em rede eles curtem músicas longe das rádios convencionais que estão recheadas de propagandas. A outra parte de audiência das rádios que a notícia, muitas não têm radialistas com credibilidade suficiente para segurar os ouvintes, sem repórteres de campo, sem notícias ao vivo, muitas das suas notícias veem do “Senhor Google”, isto eles sabem é vão atrás de tás notícias sem precisar atravessadores que dêem, enfim, as rádios estão decadentes sim, as rádios deram, ou melhor passaram de mãos beijadas às mãos perversas de pseudos-religiosos que usam para fazerem lavagem cerebral no povo, principalmente carentes, colocando também nas mãos podres de políticos mafiosas que conseguem suas rádios para também manipular esse mesmo povo, esta é, ao meu ver, a situação trágica das nossas rádios, poucas (guerreiras) rádios seguem prestando uma função social de prestação de serviços à comunidade, que é a de denunciar, de levar o belo, o honesto, o puro, o autêntico, na perspectiva das suas melhoras sociais, pessoas e intelectuais, visando uma sociedade mais feliz e humana. Mas tenho fé que isso um dia vai mudar e elas voltem e prestem seus serviços sociais legítimos.

paulo disse:

ola! tudo bem galera! blz! desde 2014 venho notando consideravelmente a queda do radio. já comandei muitas tardes da mais prazerosa audiencia em meus programas com centenas de telefonemas ao vivo fazendo a maior festa. hoje esses bons momentos caíram mais de 50% na verdade vivo fazendo planos pra deixar o radio e viver apenas de lembranças

Tauan Richard disse:

Concordo Plenamente, com tal crítica, expressou muito bem. A CBN, que deveria tocar notícia, hoje toca mais é propaganda isso sim!!! Só expressando minha ideia quanto a emissora mencionada pelo comentário acima.

Laicy Leicy disse:

Acompanho o jornal a pouco tempo, e percebo que aqui tem ótimos críticos, com reportagens interessantes, porém como meu trabalho esta ligado ao rádio, vou debater sobre essa crítica. sou secretária em uma rádio aqui de Maringá e pode perceber que ainda existe uma grande quantia de ouvintes que ligam e pedem musicas, pedem “alô” ao vivo, ou seja o rádio ainda está “vivo” e pelo contrario, não está em decadência, sem conta os grandes parceiros que fazem a rádio crescer a cada dia mais. Músicos que ainda procuram esse veiculo de comunicação para tocar as suas musicas e pagam para isso, ou seja, quem não vivencia o dia-a-dia do radio não sabe o que dizer.

Maicon Finque disse:

Concordo contigo cara o rádio esta em decadência sim, com o avanço das tecnologias o radio ficou um pouco para trás sim, de uma certa maneira o rádio tem que se modificar rápido para voltar a ser o maior meio de comunicação.

Denis Marques disse:

Que absurdo dizer que o rádio esta em decadência.Nos dias de hoje vemos grandes profissionais que saíram do rádio e estão na televisão, grandes emissoras de rádio, com muita credibilidade no mercado, como é o caso da CBN no Brasil, uma ideia dessa só pode vir de um acadêmico sem mesmo. O rádio atualmente é um dos meios mais acessíveis para as pessoas que buscam informações e entretenimento. Portanto se informe antes de dizer tal bobeira. fonte Mídia Dados Brasil?

Caro Denis, não o conheço mas enfim, também não conheço o autor desta crítica, apenas assim como vocês acompanho as matérias a qual são postadas aqui, e me interessei quanto ao teor desta matéria crítica quanto a decadência do rádio, talvez não seja uma decadência, mas algo que demonstre que o rádio não está entre os meios de comunicação de sucesso, e está ficando para trás quanto aos demais!
Ressalto outra vez, que não é porque o mesmo é acadêmico que você tem ousadia, em trata-lo, assim pois afinal ele se formará, e será um formador de opinião! Vamos maneirar com as palavras, cada um tem um ponto de vista diferente, ninguém é obrigado a ter as mesmas, ele teve a dele, você tem a sua e pronto acabou!!!! Chega de picuinhas, porque se você é um profissional já formado, com certeza já passou por situações assim quando era acadêmico, e outra, se caso tenha se formado em algo! Kkkk Abs!

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