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Cidade | Edição #444 - 27/06/2016

Projeto alimenta pessoas e esperança

Divididos em equipes, voluntários fazem a entrega de refeições em frente ao Hospital do Câncer de Maringá

Amanda Gomes
Estudante de Jornalismo

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Muitos voluntários, Brasil afora, auxiliam enfermos em período de tratamento, mas o projeto “Marmitex Voluntário” foi além. Uma ideia, que surgiu de uma necessidade visível, cresce cada vez mais e conta com ajuda de voluntários, que se dividem para atender os acompanhantes do Hospital do Câncer (HC), de Maringá. O projeto coleciona histórias emocionantes, tanto de quem ajuda quanto de quem se beneficia.

O movimento usa em alguns dias da semana, a casa da Adriana Akaishi. Mãe, mulher, representante comercial e voluntária do projeto, Adriana conta que recebeu o convite de um amigo que fazia a entrega do café da manhã no hospital e desde aquele dia nunca mais se desligou da atividade. “Em vez de estar ajudando, sou eu quem está sendo ajudada. Este é um trabalho que não quero parar mais”, conta Adriana, que acompanhou o crescimento do projeto e o aumento da demanda das refeições.

Isto é uma terapia para mim, não tem coisa melhor. Estou aqui todos os dias

Para a produção dos alimentos, os voluntários são divididos em equipes ao longo dos dias da semana. Aos 86 anos, Maria Luiza Matos faz parte de quase todas as equipes e ajuda na produção diariamente. “Isto é uma terapia para mim, não tem coisa melhor. Estou aqui todos os dias, sempre que precisar.”

Clementina Granzoto, 76, também é voluntária e enfrenta uma hora de viagem para chegar até a cozinha do projeto. A aposentada conta que antes precisava de terapia, mas que há dois anos, fazendo parte do projeto, se sente melhor e completa. “É tão pouco, um grãozinho de areia, mas aqui me sinto completa. Eu queria poder fazer mais”, diz.

Marcia Kashiwagui nunca tinha cozinhado, antes do projeto (Imagem/Christian Presa)

Marcia Kashiwagui nunca tinha cozinhado, antes do projeto
(Imagem/Christian Presa)

Aposentada há um ano e meio, Marcia Kashiwagui, 59, é quem comanda as produções de uma das equipes. Ela conta que foi secretária da Câmara Municipal por 34 anos e depois que se aposentou nunca quis ficar parada e queria fazer algo por alguém. “Nunca tinha cozinhado na minha vida, nem para mim mesma e hoje estou aqui. É só ter amor e nunca ter preguiça”, explica.

Além das equipes de produção, o projeto também conta com voluntários que fazem a entrega das refeições, na porta do hospital. Após o preparo, as marmitas são montadas e chegam ao destino final com a ajuda de pessoas, como Alexandre de Castro, 33, que participa do projeto há dois anos. “As pessoas que estão recebendo ficam muito agradecidas, mas deixo bem claro que fazemos parte de uma equipe muito grande. Existe todo um trabalho por trás, nós dependemos de doações e do trabalho de muitas pessoas”, enfatiza.

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