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Literatura | Edição #443 - 19/06/2016

Os apuros que o desempregado enfrenta

O comodismo é o principal desafio do inativo para obter um emprego fora dos grandes centros e buscar novos horizontes

Cristiano Almeida
Aluno de Jornalismo

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Foto: Cristiano Almeida

Imagem Reprodução/ foto: Cristiano Almeida

Ser desempregado não é legal, mas o pior é ter de levantar sempre de madrugada e enfrentar a fila do Sine. Quando está empregado, o sujeito vive correndo atrás de uma folguinha. Basta perder o emprego para continuar correndo, mas desta vez atrás de uma nova ocupação.

A leitura do jornal é imprescindível, mas não é para ficar informado. O desempregado está é à procura de um emprego nos classificados.

Você sabe como um desempregado chega até o local que está precisando de um funcionário? Sempre a pé ou depois de uma vaquinha, aquela que os familiares fazem para pagar o ônibus dele.

Ser desempregado é sensacional, você ganha maratonas. Sem saber, anda tanto que perde até o rumo.

Os desempregados dos grandes centros, muitos até com curso superior, vivem à procura de uma colocação, mas na hora do “vamos ver” não arredam os pés das capitais, por medo ou porque não querem deixar as metrópoles. Uns dizem não querer ir para o interior por medo, mas o maior medo mesmo é o de sair do comodismo.

Ser um desempregado não é nada bom. O bom é ver como as necessidades fazem as pessoas agirem. Alguns agem para o bem, outros para o mal, mas o curioso nisso é que todos lutam, com as armas que têm, não importa como, o importante é vencer.

Mesmo que o troféu seja um emprego e que ele vá trabalhar 12 horas por dia, levantar de madrugada e não ter direito nenhum e ainda assim ter um salário de R$ 880, o agora ex-desempregado vai ficar feliz por ter conseguido isso.

Também tem o cidadão que estudou a vida toda e quando consegue arrumar um emprego é para ganhar R$ 1.500. Ele é obrigado a ficar feliz, pois foi o único trabalho que conseguiu. Podemos dizer que é sorte.

Trabalhar 12 horas por dia, levantar de madrugada e não ter direito nenhum

É, meus amigos, o diário dos desempregados não é nada cheio de realizações. É sim, um palco de apresentações de uma sociedade cruel. Esse palco não está apresentando muita coisa, ainda existem situações piores, mas não quero me aprofundar, é cruel demais.

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