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Educação | Edição #443 - 20/06/2016

OBJ realiza discussões na Unicesumar

Questões sociais são temas entre alunos e professores, em debate organizado pelo Observatório de Bioética e Justiça

Leticia Freitas
Aluna de Jornalismo

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Desde o dia 9 de abril,  o Centro Universitário Cesumar (Unicesumar) está sediando debates do Observatório de Bioética e Justiça (OBJ) com temas que envolvem discussões sociais. O evento, organizado pelo grupo de pesquisa Tereza Rodrigues Vieira, conta com a participação de professores como debatedores e com a interação de alunos da Unicesumar e de outras instituições.

Nem tudo está previsto em lei; há necessidade de buscar avanço nas questões sociais

De acordo com o coordenador dos debates, Luiz Geraldo do Carmo Gomes, os temas aprofundados são os projetos de pesquisa elaborados pela Unicesumar e, depois analisados e escolhidos pelos professores de acordo com a realidade social. Segundo Gomes, os debates são importantes para caracterizar a promoção do ensino dentro e fora da universidade. “Para apresentar aos alunos que nem tudo está previsto em lei, que há necessidade de discutir e de buscar um avanço nas questões sociais”, explica.

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Professores durante o debate no dia 7 de maio na Unicesumar
(Imagem/Monique Manganaro)

O debatedor e pós-doutor em bioética padre Luiz Antonio Bento participou do debate com o tema “Eutanásia como direito à vida”, no dia 7 de maio. Na ocasião, defendeu que a eutanásia (morte proposital sem sofrimento) não é uma atitude ética. “Mesmo a pedido do próprio indivíduo ou de seus familiares, é éticamente inadmissível, afinal, é preciso nos conscientizarmos do primado da pessoa sobre as coisas”, diz.

Além disso, Bento diz que a atitude do Estado, da sociedade e da Medicina diante do término da vida deve ser a dos cuidados paliativos, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida do paciente e confortar a família. “Vejo a eutanásia como uma falsa solução para o drama do sofrimento humano e um ato indigno do homem. Num mundo marcado pelas técnicas, precisamos encontrar caminhos mais eficazes para servir a vida. É bom lembrar que nem tudo é tecnicamente possível, logo, ipso facto, seria éticamente admissível. Nesse entendimento, tanto a eutanásia como a distanásia [morte lenta com sofrimento] são igualmente condenáveis”, afirma.

Vejo a eutanásia como uma falsa solução ao sofrimento humano e um ato indigno do homem

Para o padre, o ideal é que a população tivesse mais esclarecimentos sobre os conceitos e a distinção entre eutanásia, distanásia e ortotanásia (morte natural). Por isso, a importância em discutir sobre esse assunto é “garantir o respeito no final da vida e evitar tanto a eutanásia quanto a distanásia que o desenvolvimento tecnológico pode provocar, isto é, a perda da noção de limites”.

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