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Literatura | Edição #444 - 27/06/2016

Minha primeira de muitas 22ª tentativas

Deitada em meu quarto me dou a chance de escrever mais uma vez uma crônica, que pode, ou não, descrever meus sentimentos

Leticia Freitas
Aluna de Jornalismo

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Escreve. Apaga. Escreve. Reescreve. E apaga. Essa é a minha 22ª tentativa de escrever uma crônica.  O motivo da tamanha dificuldade? Resolvi falar de amor. O assunto pode parecer clichê, mas é porque é algo mais comum que prato de feijão com arroz, que quando não tem, a gente sente falta.

O amor não tem forma, nem fórmula ou manual. Ele chega sem avisar, sem rótulo, sem planejamento. Quando você menos espera, ele simplesmente chega. Ele até bate na porta, mas abre sem pedir licença.

O amor poder ser uma lágrima ou um sorriso. Pode ser um abraço ou um beijo. Pode ser uma ligação inesperada no meio de uma noite de embriaguês. Ou pode ser uma mensagem de “bom dia, sonhei com você”. Ou melhor ainda, ele nem precisa ser. Pois o amor por si só já é.

É a vontade de fazer o bem, de ser feliz e de fazer o outro feliz também.  É de se preocupar e mandar o “me avisa quando chegar”.  É procurar melhorar. Compreender. Respeitar. E, principalmente, é sentir (diga-se de passagem, a parte mais complicada).

O amor pode ser uma ligação inesperada no meio de uma noite de embriaguês

A gente sente o amor de todos os jeitos. Ele vem com a dor, com a felicidade, com o medo, com o desejo, com o desespero… Enfim, vem de tudo quanto é jeito. Deve ser por isso que é tão difícil escrever sobre ele. Deve ser por isso também que muita gente tem receio de se envolver. “Você vai se arriscar em algo que nem tem explicação? É o mesmo que se jogar do alto sem saber aonde vai cair”, grita a razão.

Admito que, muitas vezes, já dei voz à razão. Mas hoje prefiro me jogar e ter a sensação de estar voando do que só assistir a um espetáculo de paraquedas.  E se, no fim, o vôo não for o que eu esperava, é simples. Faço igual a esta crônica. Apago e reescrevo o amor outra vez. Nem que seja mais uma das minhas 22ª tentativas.

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Prefiro me jogar e ter a sensação de estar voando
(Imagem/Pixels)

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