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Política | Edição #436 - 02/05/2016

Quando o feminismo fere a liberdade dos outros

O movimento feminista vem crescendo, mas alguns ideais propostos pelas mulheres ainda precisam ser revistos

Ellen Caroline Corrêa
Estudante de Jornalismo

Comentários
 
Feministas defendem os direitos das mulheres em protesto (Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil)

Feministas defendem os direitos das mulheres em protesto
(Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil)

O feminismo é um movimento que defende a igualdade de direitos entre homens e mulheres, em todos os âmbitos da sociedade. Surgiu na Europa, nos anos 1960. No Brasil, ganhou força nos anos 1970. Ao longo da história e por meio de protestos, as mulheres obtiveram grandes conquistas. O movimento feminista vem crescendo, mas atualmente alguns meios utilizados são desnecessários. E a liberdade feminina se confunde com a libertinagem.

A ideia central do feminismo era libertar a mulher dos padrões opressores que a sociedade colocava, o que é excelente, mas parece que o movimento se perdeu. A luta pela igualdade e pela liberdade foi transformada em liberação excessiva do corpo feminino. Mostrando novamente como a mulher deve ser, tem um caráter meramente exibicionista.

A nova cara do feminismo é a de querer causar. Basta acompanhar as ações de movimentos como “Marcha das Vadias”, “Xereca Satânik” (cuja participante teve sua parte íntima costurada) e “Putinhas Aborteiras” (obviamente favoráveis ao aborto).

Mulheres protestam nuas como forma de liberdade e da não objetificação do corpo feminino, mas a nudez é mais usada como estratégia para chamar atenção. Na verdade elas mesmo usam o corpo como objeto.

 

O corpo é meu e quem manda sou eu, mas deve haver bom senso

A frase atual que resume as feministas é “o corpo é meu e quem manda sou eu”, o que é verdade, mas falta respeito e bom senso, pois a liberdade que tenho não deve machucar a liberdade do próximo. Em um lugar público, outras pessoas podem se sentir constrangidas com esse tipo de manifestação.

Tanto homens quanto mulheres deveriam prezar pelo bem de todos. Há outros meios para que a mulher mostre liberdade. Um dos expoentes do feminismo, Simone de Beauvoir, escreveu: “é pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta”. Hoje é a inteligência que nos move, no ambiente de trabalho ou em qualquer outro lugar, as mulheres têm mais espaço fazendo o próprio caminho.

Protestos com mulheres nuas são desnecessários. Um dos símbolos mais importantes do feminismo demonstra isso. Chamado de “We can do It!” (nós podemos fazer isso), a expressão foi criada por J. Howard Miller como propaganda de guerra e começou a ser usada depois dos anos 1980, com releituras de uma mulher forte. É o empoderamento feminino que se faz importante e não determinadas atitudes.

Discussão e comentários »

2 comentários | Deixe seu comentário

Parabéns!!! Exatamente isso!! O movimento feminista atualmente é formado por jovens e adolescentes manipuladas pela esquerda e mal sabem o que querem da vida! Exigem respeito, mas não respeitam! Não respeitam sequer o próprio corpo e acabam fazendo aquilo que supostamente são contra, expõem seus corpos nas vitrines! Qual o sentido?? O verdadeiro feminismo busca respeito pelas mulheres como elas são: como mulheres! E não iguais a homens!Feminismo não defende direito das mulheres, defende os direitos das feministas!!

Wesley disse:

A questão do feminismo é demasiadamente complicada. Tudo isso envolve diversas complexidades que cercam a sociedade. Discordo de você no ponto em que diz que “parece que o movimento se perdeu”. Não é bem assim. Há diversos movimentos que adotam a causa feminista e defendem seus pontos de maneira diferentes. Quanto aos protestos em que as mulheres mostram os seios há diversos significados envolvidos por trás deste tema. É uma quebra de paradigmas que tenta romper certo conservadorismo do passado. Apesar de termos nossas posições quanto a isso, não da para apontar como certo ou errado. O que de fato acontece é que estamos muito longe de uma igualdade de gêneros, tanto no aspecto social, quanto profissional.

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