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  • Última Edição: #483 | 28/06/2018 - Ano XIX
 
Crítica de Mídia | Edição #436 - 02/05/2016

Harmonia entre a foto e o texto é tudo

Essa sintonia é o que leva o leitor a compreender o que se busca informar; na edição 433ª, o JMP falhou nesse quesito

Nilton dos Santos
Aluno de Jornalismo

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Momento de superlotação de usuários no transporte coletivo (Imagem/Letícia Silva)

Momento de superlotação de usuários no transporte coletivo
(Imagem/Letícia Silva)

De acordo com o Manual da Redação da Folha de S. Paulo (2013), “o entendimento mínimo das técnicas fotográficas e as possibilidades estéticas é uma necessidade em todos os patamares da hierarquia de uma Redação”. Isso é básico e nos faz compreender a harmonia que deve haver entre a fotografia e o texto jornalístico. Ou seja, quando vinculada à informação, a foto não tem apenas a função de ilustrar; deve também, e principalmente, complementar a notícia.

Essa sintonia, texto-foto, é o que leva o leitor a compreender o que se busca informar, levando em conta ainda que, em muitos casos, ele desconhece determinadas realidades por não vivenciá-las. Entretanto, na edição 433ª, o Jornal Matéria Prima falhou nesse quesito. A foto publicada na reportagem Transporte superlotado causa transtorno não complementa o que o texto indica. Pelo contrário, mostra um número razoável de usuários dentro do ônibus – é preciso considerar que a legislação admite que parte fique em pé – sem aperto ou algo parecido.

Ao publicar a foto descontextualizada, o jornal desqualificou a informação

Ao publicar a foto descontextualizada, o jornal desqualificou a informação apurada. Em última análise, pode levar o leitor à desconfiança. Não fosse o fato de que muitos leitores são também usuários do transporte coletivo em Maringá, dificilmente o JMP teria cumprido o papel que cabe a qualquer jornal: alertar os cidadãos sobre o problema e cobrar soluções dos órgãos competentes.

Daí a necessidade do entendimento mínimo das técnicas fotográficas de que trata o Manual da Folha. E essa compreensão deve vir do repórter, que vai às ruas para apurar, ao editor, cuja função é dar tratamento à notícia (texto e fotos) até a publicação.

Portanto, cabe a nós, futuros jornalistas, atenção redobrada na produção de nossos textos e fotos, principalmente porque tratamos de assuntos de interesse geral e temos compromisso com a sociedade. A superlotação do transporte coletivo em Maringá é um problema real, mas não é contínuo, ocorre em determinados horários do dia. A falha do JMP está em justamente ter escolhido um dos momentos de movimento normal de usuários para fotografar.

Que possamos nos atentar para a oportunidade de, nas próximas edições, corrigirmos essa falha, aprendendo a conciliar fotos e textos dentro das produções vinculadas ao JMP. Poderemos ser surpreendidos com mais leitores participando do jornal com opiniões e até mesmo votando nas enquetes vinculadas às nossas reportagens.

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