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Literatura | Edição #438 - 16/05/2016

Garçom, por gentileza, qual a senha do wi-fi

Divididas entre o mundo físico e virtual algumas pessoas são notáveis nas redes sociais, mas ao vivo não sabem dialogar

Douglas Emiliano
Aluno de Jornalismo

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Imagem/Fotomontagem/Douglas Emiliano

Observando os costumes de um grupo de jovens em um shopping comecei a pensar nessa nova era de “comunicação” em que o espaço físico serve apenas como acesso ao espaço virtual. Várias pessoas em uma mesa, porém nenhuma palavra é trocada, apenas mensagens são enviadas. O único barulho que naquele grupo ecoa é o do leve assovio do aplicativo de mensagens.

Pode parecer impossível, porém isso já é mais comum do que Natal em dezembro. Basta observar como é o comportamento da maioria dos grupos em locais públicos. Uma roda de pessoas com dedos nervosos e com o rosto iluminado pela luz do telefone.

Olhando assim, penso comigo mesmo: será que realmente existe a comunicação verbal entre grupos hoje? Digo grupo de amigos ou colegas, já que para muitos “grupo” são apenas diversas pessoas, às vezes desconhecidas, em uma única conversa, seja no WhatsApp ou no Facebook.

Pode parecer impossível, porém isso já é mais comum do que Natal em dezembro

É muito engraçado. Ao chegar ao restaurante não pedem mais o cardápio, perguntam ao garçom qual senha do wi-fi. Essa pergunta é tão comum que chega a  ter uma resposta pronta e na ponta da língua dos atendentes: “tem sim! A senha é o nosso telefone”.

Toda essa tecnologia criou espaços virtuais que cada vez mais se distanciam do espaço físico. Cada um, hoje, vive no seu maravilhoso mundo que se resume à uma tela de celular, cem curtidas na foto de perfil e um fone de ouvido.

A coisa realmente está ficando séria. Agora, os amigos são contados por meio das redes sociais e não nos dedos das mãos, e o melhor de tudo é que esses milhares de “amigos” fazem tanta parte desse mundo virtual que quando se encontram no mundo real e físico não rola nem um “oi”, muito menos um aperto de mão.

Será que daqui alguns anos vão existir restaurantes, lanchonetes, bares ou apenas um local para compartilhar wi-fi? Será que as pessoas vão trocar palavras entre si? Será que vão reunir a família para um almoço no domingo ou vamos apenas mandar “bom dia” no grupo e fotos do que estamos comendo? É possível, e fácil, viver mais presente no mundo físico.

Mas a pergunta é: se desligar o wi-fi os assuntos vão realmente aparecer?

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