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Cidade | Edição #438 - 16/05/2016

Entidade da Vila Marumby luta pelo direito à vida

O Lar Preservação da Vida se esforça para combater o aborto e dar segurança a mães em situação de risco

Priscilla Garcia
Estudante de Jornalismo

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Os bebês do Lar Preservação da Vida, que nasceram em 2015 (Imagem/Arquivo Particular)

Os bebês do Lar Preservação da Vida, que nasceram em 2015
(Imagem/Arquivo Particular)

Em uma tarde, enquanto andava por ruas de Maringá, algo chamou atenção de Helena Carmen Bressan,66 anos. “Vi uma menina grávida, mexendo em um container de lixo e resolvi parar para conversar com ela. Fiquei tão sensibilizada com a história que resolvi levá-la para casa. Depois disso não parei mais.”

Foi assim que em um terreno da própria Helena, nasceu o Lar Preservação da Vida, localizado na vila Marumby, região sul de Maringá. A instituição tem como principal objetivo “preservar a vida” desde a concepção e dar conforto às mães em situação de risco. O lar já atendeu cerca de 1.700 gestantes ao longo dos 29 anos de existência. Evitar o aborto está entre os princípios da entidade.

Quem visita a instituição encontra mulheres com belos sorrisos no rosto, vivendo como se estivessem nas próprias casas, com segurança e tranquilidade para viver a gravidez. Mas a situação de cada uma delas era muito diferente antes de chegarem à entidade.

“O lar é a última opção que as meninas têm. Quando elas chegam aqui, pode ser por determinação judicial, por situação de rua ou por estarem desamparadas por suas famílias. Elas chegam muito abaladas aqui. Fazemos todo o acompanhamento psicológico”, relata Shayene Mariano, psicóloga da instituição.

O lar atende casos de gestantes dependentes químicas, gestantes vitimas de violência e meninas que foram expulsas de casa pelos pais após descobrirem a gravidez.

Foi isso que aconteceu com J.B, 42 anos, a primeira pessoa a ser atendida pelo lar. “Fui expulsa de casa ao ficar grávida. Ser mãe solteira é complicado. Naquela época era ainda pior. ” J.B refere-se à falta de apoio, inclusive da própria família.

A gravidez mudou a vida dela, mas diferentemente do que podia ser, não foi para pior.
“A Helena me acolheu, a entidade não estava pronta, mas mesmo assim ela me recebeu e pude dar à luz meu filho. Hoje ele já é um rapaz, tenho muito orgulho de ter sido a primeira mãe do lar”, completa ela.

As histórias podem ser diferentes, mas o sofrimento que aqui as trouxeram é igual

O lar é uma entidade não governamental, que sobrevive com doações de empresas e da comunidade em geral.

“Aqui somos uma família. Cada uma que aqui está tem sua história. As histórias podem ser diferentes, mas o sofrimento que aqui as trouxeram é igual”, diz Helena.

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