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Educação | Edição #436 - 02/05/2016

Entidade ajuda universitários de várias tribos

Três estudantes da UEM moram na Assindi (Associação Indigenista): um cursa Pedagogia e os outros dois, Direito

Lucas Martinez
Aluno de Jornalismo

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Edinaldo Alves da Silva está no 4º ano de Direito na UEM (Imagem/Arquivo Pessoal)

Edinaldo Alves da Silva está no 4º ano de Direito na UEM
(Imagem/Arquivo Pessoal)

A Assindi (Associação Indigenista) é responsável por abrigar tanto índios artesãos quanto universitários. Com esse projeto, os que optaram pelos estudos têm o suporte básico para conseguir focar na aprendizagem sem perder as bases da própria cultura. A associação recebe índios de toda a região. De acordo com dados do site da Assindi, a maioria deles é da etnia kaingang.

Wellisson Regis Lourenço, 26, é estudante do 4º ano de Direito na UEM (Universidade Estadual de Maringá). Ele brinca que é como um “índio andarilho”, porque tem criação em quatro regiões diferentes: as aldeias Laranjinha, Inhauzinho, Apucaraninha e Barão de Antonina. O estudante é filho de Joelma Lourenço, 48, que foi a primeira mulher índia a se formar pela UEM, no curso de Pedagogia.

Para ele, a sociedade ainda vê o índio com muito preconceito. “[O preconceito] Não é descarado, geralmente, mas percebemos quando estamos sendo tratados [de uma maneira] diferente”, afirma Lourenço. Mesmo assim, apesar de já ter ouvido relatos de amigos índios, o estudante afirma não ter sofrido qualquer tipo de constrangimento dentro da universidade.

Nós percebemos quando estamos sendo tratados de uma maneira diferente

Já Edinaldo Alves da Silva, 30, também do 4º ano de Direito da UEM, diz que, em 2008, quando começou a cursar Administração, o preconceito era algo visível. “Os colegas de classe já fizeram comentários preconceituosos como ‘índio só sabe contar até três’”, relata Silva. Em 2010, ele se transferiu para Direito, onde diz ter sido muito bem tratado. “Em Direito comecei a jogar bola [com os estudantes] e me incluí bastante. Hoje converso até com alunos do primeiro e segundo anos”, afirma.

O irmão dele, Ronaldo Alves da Silva, 25, está no 4º ano do curso de Pedagogia da UEM. Para os irmãos, o ensino básico de má qualidade foi o que gerou maior dificuldade no ingresso ao ensino superior. “No comecinho [o mais difícil] foram os textos científicos. Como venho de uma cidade muito pequena, o estudo não é muito forte”, explica Ronaldo Silva.

O estudante, mesmo com as dificuldades, diz que Pedagogia é o curso que ele sempre quis fazer. “[O objetivo] É trabalhar na minha aldeia como professor. Graças a Deus o curso está me dando essa possibilidade”, diz ele.

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