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Cidade | Edição #438 - 16/05/2016

Com doce caseiro, ex-bancária cobre até aposentadoria

No mercado informal, Rosalina Barbosa Monteiro, 55, conquista freguesia; dinheiro das vendas paga até prestação de carro

Adelson Jaques
Estudante de Jornalismo

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Rosalina em frente à Unicesumar, um dos pontos de venda (Imagem/Adelson Jacques)

Rosalina em frente à Unicesumar, um dos pontos de venda
(Imagem/Adelson Jacques)

Rosalina Barbosa Monteiro, 55, morava em Paranavaí (distante 75 km), quando decidiu vir para Maringá, em 2006. Hoje mora na Vila Marumby, região sul, onde vende doces caseiros para a vizinhança e para o comércio local. Há três anos nesse ramo, apesar de informal, ela diz lucrar mais do que com a própria aposentadoria.

O trabalho nunca assustou Rosalina. Ela conta que teve o primeiro emprego “com registro na carteira” aos 16 anos, em uma confeitaria, mas antes já havia trabalhado informalmente como babá e em um bar.

Rosalina Monteiro formou-se em Ciências Contábeis, em 1985, pela Universidade Estadual do Paraná. Posteriormente começou a trabalhar no Banco do Noroeste do Estado de São Paulo, como atendente de balcão, onde chegou ao cargo de gerente administrativo pelo qual recebia até dez salários mínimos. O banco fechou as portas em 1990, após o plano Collor. Ela também passou pela biblioteca da Faculdades Maringá, onde iniciou a venda dos doces.

Hoje a ex-bancária vende vários tipos de doces por toda a cidade e diz ter clientela em vários lugares. “Lá no Fórum, em salões de beleza, clínicas médicas, no aeroporto.” Mas, segundo ela, os clientes mais fiéis são os do Centro Universitário Cesumar (Unicesumar).

No começo, quando realizou vendas em frente ao portão central da Unicesumar, ela contou que enfrentou problemas com os comerciantes vizinhos pelo sucesso que os doces atingiram. Atualmente, em paz com todos eles, diz que com o dinheiro das vendas consegue pagar as contas, inclusive, a prestação do carro novo. “Com o dinheiro dos doces compro até as cuecas do meu filho”, brinca.

Com o dinheiro dos doces compro até as cuecas do meu filho

Gabriela Barbosa Brito, 18, vizinha de Rosalina na Vila Marumby, diz que compra doces no mínimo uma vez na semana e que preferido é o bombom de morango. Ela conta que gosta dos doces, por ter gostinho caseiro. “Achamos diferente o doce dela, geralmente os doces da padaria têm gosto muito artificial os dela não, têm um gosto bem caseiro mesmo.”

Segundo o professor Jaime Graciano Trintim, 58, coordenador do curso de Economia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), o maior impacto que o mercado informal causa à economia é com a não contribuição de tributos e impostos. A pessoa deixa de contribuir para o desenvolvimento da sociedade brasileira. “É importante como um todo, a formalização de todas as atividades, porque você terá condições de arrecadar e terá condições de fazer investimentos públicos”, defende.

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