Cultura | Edição #439 - 23/05/2016

Ateliê leva arte para o Jardim Universitário

Casal trabalha no local com pintura, desenho, escultura e fundição artística em bronze, além de disponibilizar aulas

Lucas Martinez
Aluno de Jornalismo

Mazza, no ateliê, rodeada de obras de Violin e de alunos (Imagem/Lucas Martinez) [1]

Mazza, no ateliê, rodeada de obras de Violin e de alunos
(Imagem/Lucas Martinez)

Quando o assunto é arte, Marinalva Zacharias Violin, 53, conhecida no meio artístico como “Mazza”, entende bem. Formada em Comunicação Visual na UFPR (Universidade Federal do Paraná) e pós-graduada em Arte e Educação pela Soet (Sociedade Nacional de Educação, Ciência e Tecnologia Ltda.), ela e o marido, Denilson Violin, 46, autodidata, são os donos do Atellier Belas Artes de Maringá. O local leva arte para o Jardim Universitário, Zona 7, com pintura, desenho, escultura e fundição artística em bronze pelo processo de cera perdida, além de oferecer aulas de pintura e desenho artístico lecionadas por Mazza. O ateliê existe há sete anos.

A artista conta que o local foi escolhido pela proximidade do apartamento onde mora e pela ambientação da casa. “Nós temos uma certa afinidade com casa de madeira”, brinca. Apesar de esse ser o motivo, ela observa que, com o tempo, universitários da UEM (Universidade Estadual de Maringá), ligados ou não à arte, começaram a passar por lá e, curiosos, sempre entravam e analisavam o local.  “Vejo o público universitário se interessando mais pela arte”, afirma.

Mazza relata que, no início, o lado financeiro foi o que mais pesou. Antes do ateliê, ela e Violin começaram a jornada com uma fábrica de telas, que, de acordo com ela, não era de fato o que queriam. A artista diz que a partir do momento que pararam de ouvir as falácias de que “arte não dá dinheiro”, realmente decidiram montar o ateliê e, assim, começaram a crescer financeiramente. “A gente saiu desse padrão de pensamento, pensamos ‘vamos assumir a arte!’”. Hoje, Mazza e Violin focam na escultura em bronze, apesar de continuarem trabalhando com as demais áreas.

Eles decidiram montar o ateliê e, assim, começaram a crescer financeiramente

Suzan Yoko Uehara, formada em Psicologia pela UniP (Universidade Paulista), ceramista e pintora, diz admirar muito o trabalho do casal e explica que os conhece há muito tempo. “Considero-os geniais em relação a tudo que fazem, são verdadeiros artistas”, afirma.

A psicóloga declara que existe uma ligação entre arte e psicologia. “Se a arte faz o indivíduo se conectar consigo mesmo e com aquilo que tem de melhor, é, de alguma forma, terapêutica.”

A professora Daniela Jacomel, formada em Educação Artística com habilitação plena em Artes Plásticas pela UEL (Universidade Estadual de Londrina) e pós-graduada em Design de Moda também pela UEL, diz que a arte de Maringá está crescendo aos poucos. “Estamos engatinhando [no crescimento dessa área]. O [fator artístico] mais antigo e mais forte de Maringá é a música, e até por isso é chamada de Cidade Canção”, explica a professora.


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