Esporte | Edição #434 - 18/04/2016

Seleção brasileira chega ao fim da linha

Há tempos o time de Dunga vem deixando a desejar nas partidas oficiais, causando desconforto para a torcida

Rodrigo Lucas
Aluno de Jornalismo

Ilustração/Rodrigo Lucas

Ilustração/Rodrigo Lucas

No ano de 1914 surge uma das promessas para o esporte mundial, a seleção brasileira de futebol. Uma das maiores seleções a conquistar  títulos mundiais, cinco vezes campeã do mundo ( 1958, 1962, 1970, 1994, 2002). Carregando no currículo oito títulos da copa América (1919, 1922, 1949, 1989, 1997, 1999, 2004 e 2007) e quatro copas das confederações, a seleção se tornou uma paixão nacional, ganhando destaque por conta da raça, garra e por revelar grandes craques do futebol mundial.

É o caso de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, um dos craques revelados ao mundo pela seleção canarinho. Fez estreia com a camisa verde e amarela em 7 de julho de 1957, contra a Argentina, no Maracanã, na vitória do Brasil por 2 a 1. Pelé tinha 16 anos, e tornou-se o jogador mais jovem a vestir a camisa do Brasil. O garoto prodígio brincava com classe de menino e, ao mesmo tempo, com as próprias habilidades, mostrando ao mundo que o Brasil tinha muito a oferecer ao futebol.

A mais temida seleção do esporte, que arrancava suspiros dos adversários, que deixava a torcida encantada  com a grandeza em campo e que, ao longo dos anos foi referência para o futebol mundial, já não é mais a mesma. É nítido que o futebol brasileiro apresentado pela atual seleção necessita de reformulação ou até mesmo de melhora significativa. A começar pela escalação.

É nítido que o futebol brasileiro apresentado pela atual seleção necessita de reformulação

Antes os jogadores eram relacionados pelas habilidades ou pelas condições de jogo. Hoje, a maioria do elenco está lá por conta de marketing e mídia. Há uma inversão de valores. É o caso do jogador Neymar, até então listado pelo atual técnico, Dunga, como um jogador que levaria a seleção brasileira à Copa. Um forte candidato a tal feito, mas que tem deixado a desejar. O menino prodígio da seleção caiu na “cascata” dos marqueteiros e se esqueceu de jogar futebol.

O Brasil corre o risco de uma não classificação nas eliminatórias, pois amarga a sexta posição. Se continuar assim, pode dar o tão temido adeus à Copa do Mundo de 2018 na Rússia. É necessário que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deixe de lado as indiferenças e, principalmente, o comodismo e comece a trabalhar pelo futebol brasileiro. E que comece a pensar no futebol e não nos lucros que o esporte oferece. Só então voltaremos a ter o futebol de classe e com raça na seleção.


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