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Educação | Edição #435 - 25/04/2016

Na PEM, presos praticam ressocialização

Por meio do projeto “Visão de Liberdade”, detentos confeccionam materiais pedagógicos e encontram a inclusão social

Monique Manganaro
Aluna de Jornalismo

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Detento membro do projeto confeccionando material pedagógico (Imagem/Monique Manganaro)

Detento membro do projeto confeccionando material pedagógico (Imagem/Monique Manganaro)

Em vigor desde 2004, o projeto “Visão de Liberdade” promove a ressocialização de detentos da Penitenciária Estadual de Maringá (PEM) por meio da confecção de materiais pedagógicos destinados a alunos com deficiência visual. Desenvolvido pela Penitenciária, em parceria com o Centro de Apoio Pedagógico (CAP) e o Conselho Comunitário de Segurança de Maringá (Conseg), o programa já produziu mais de 80 mil trabalhos de material didático em relevo e outros 130 livros falados, que são enviados para todo o Brasil, além de integrar e dar oportunidades a 197 detentos que já fizeram parte do projeto ao longo de 12 anos.

O projeto obteve reconhecimento nacional e três prêmios já foram alcançados

Segundo o diretor da Penitenciária de Maringá, Vaine Gomes, os detentos que participam do projeto conseguem redução de pena além de conquistar a inclusão social. Para Gomes, aqueles que participam do projeto estão fazendo uma retribuição social. “Ele feriu a sociedade um dia, está pagando, sim, mas está dando uma contribuição de volta para aquela sociedade que ele feriu”, pontua.

Atualmente, oito núcleos regionais de educação, por meio de salas de recurso, são atendidos e beneficiados com os materiais pedagógicos. “Atendemos em torno de 70 salas de recurso, entre municipais e estaduais”, revela a professora do CAP e responsável educacional pelo projeto, Angela Mari Labatut.

Alunos com deficiência visual do Colégio João XXIII, em Maringá, são alguns dos beneficiados com os trabalhos confeccionados pelos detentos. De acordo com a professora de educação especial do colégio, Maria de Lurdes de Oliveira, o material também beneficia os professores que trabalham com os alunos especiais, já que serve como apoio ao trabalho desenvolvido em sala de aula.

O projeto já obteve reconhecimento nacional. Desde a criação, três prêmios já foram alcançados, incluindo o Prêmio ODM Brasil, coordenado pela Secretaria Geral da Presidência da República em parceria com o Programa Nacional das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Além disso, o modelo já serviu de inspiração para a futura implantação de projetos semelhantes. “Houve uma determinação para que fosse replicado esse projeto em algumas unidades [penitenciárias] e, em Curitiba, um projeto piloto está em andamento”, informa o diretor.

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