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Literatura | Edição #432 - 23/11/2015

Sentir a entrega pulsar o coração: isso é jornalismo

Trinta linhas de despedida ou o Titanic sendo obrigado a flutuar em uma só gota d’água; para mim, ambos são iguais

Nayara Sakamoto
Aluna de Jornalismo

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Com sorrisão, defendendo jornalismo na Mostra de Profissões (Foto: Matheus Torrezan)

Com sorrisão, defendendo jornalismo na Mostra de Profissões (Foto: Matheus Torrezan)

Quem me conhece sabe: trabalhar com o impresso seria minha última opção. Assim como nos contos de fadas em que, de repente, algo muda toda a situação, mudei com as aulas-laboratório do JMP. O motivo que me impulsionou sair da “zona de conforto” foi a busca pelo o que viria a definir o conceito de entrega.

Uma semana para produção textual dentro de redações é considerado um tempo enorme, mas para aspirantes a jornalismo é um décimo de segundo. Décimo esse que, após os cortes de edição, são considerados como incompletos pelos repórteres. A verdade é que quando tive a oportunidade de conhecer “heróis invisíveis”, cada respiração profunda é digna de anotação. Foi assim com a minha amiga Guiomar.

Na editoria de bairro, tão amada e odiada por todos, fui privilegiada com o que considerei “uma caixinha de surpresas” em Floriano, distrito rural de Maringá. Lá estava a Guiomar com 73 primaveras, mais de 100 fotos do início no distrito e rascunhos do livro que ainda não sabemos o nome. Lógico que busquei tratá-la com as cordialidades que se tratam idosos. Não deu certo. A professora não economizou adjetivos para mostrar-me que não sei nada sobre o sentido da palavra entrega. De fato, ela estava certa.

A todos e, principalmente a mim, muito obrigada. Entreguei-me

Ainda na editoria de bairro, não muito longe de casa, o seo Mario me escolheu para escutar os poemas que compõe há mais de 15 anos. Conhecido como garapeiro-poeta, Mario é quem adoça a vida dos moradores no Jardim Aeroporto. Em conversa, descubro que ele já migrou pelos países da Europa, mas que escolheu o Brasil por característica única de simpatia. “Pei, aí está o segundo tiro”. Algumas situações escolhi não absorver simpatia. Mais uma vez notei que ainda me faltava entrega.

Não demorou muito para qualificar o jornalismo impresso como surpreendente. Contudo, ao vivenciar a editoria crônica, pude me encontrar. Obrigada São Francisco de Sales, patrono dos jornalistas. Obrigada também a todos que me ensinaram que jornalismo não é profissão, é escolha de vida. Obrigada à professora que aturou meus pedidos de desculpas acompanhados de um sonoro e indesejável “senhora”. A todos e, principalmente a mim, muito obrigada. Entreguei-me.

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