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Literatura | Edição #432 - 23/11/2015

Se “seu” soa errado, erro meu, não acaso

Na escola da vida, Marinho deveria ter mais alunos; estufar o peito, arregalar os olhos e dizer: “é memo é? Sabia não!

Pedro Henrique Solheid
Aluno de Jornalismo

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Que daqui pra frente sejamos mais “Marinhos” (Foto: Pedro Henrique Solheid)

Que daqui pra frente sejamos mais “Marinhos”
(Foto: Pedro Henrique Solheid)

Começo esta despedida mandando um recado para cada avó que, toda semana, lá pela quarta-feira, já cansada da rotina, olhou para o neto(a) e desabafou: “Santo Deus, esta semana parece que não acaba nunca!”. Porém, por ironia do destino, pasma ao deparar-se com enfeites natalinos e panetones nas prateleiras dos mercados, essa mesma senhora ignora o dia da semana e extravasa com a primeira pessoa que aparecer: “CARAMBA! Esse ano passou voando em?”.

A essas confusas madames e a quem mais se identifique com a situação, digo-vos que compreendo perfeitamente o paradoxo. Como não compreender? Quem, assim como eu, viveu as entrelinhas do JMP, sentiu na pele as angústias e incertezas de idealizar uma pauta, seguida do alívio e orgulho ao ver um texto publicado, não compreende?

Não foi o corretor do Word, não foi a fonte que não respondeu, fui eu

Após tantas pancadas nas noites de correção, ficam cicatrizes de experiência e agradáveis lembranças. Como não sentir um arrepio ao escrever, por força do hábito, um “seu” ou “sua”, qualquer que seja o texto? “Não se usa pronome possessivo em textos informativos na terceira pessoa! Parece que está se referindo ao leitor.” Não exatamente as palavras tão repetidas a cada correção, porém uma marca profunda na mente de um aluno ainda em recuperação dos vícios da escrita.

Mais do que corrigir erros e vícios, saber lidar com eles. Pera, erros e vícios não têm perninha, nada de “eles”. Ah não, textos literários permitem licenças poéticas, não é mesmo? CHUPA SOCIEDADE! Nada como a liberdade de uma crônica. Desabafo à parte, não percamos o fio da meada. Quem viu a reação do jogador de futebol Marinho ao ser surpreendido em uma entrevista, siga o exemplo. Não se envergonhe de seus erros. Como dizia Sócrates: “Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.”

Foram muitas lições no decorrer deste ano, sem dúvidas. Que daqui pra frente sejamos mais “Marinhos”. Encher (ou será com “X”?) o pulmão de ar para reconhecer que errou. Não foi o corretor do Word, não foi a fonte que não respondeu, fui eu. Assim aprendi. Assim vivi o maravilhoso Jornal Matéria Prima. Assim pretendo continuar vivendo.

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