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Literatura | Edição #432 - 23/11/2015

Matéria Prima, os vícios e as virtudes

Jornal Laboratório chega à última edição de 2015; o que sobram são as boas memórias dos erros e acertos

Victor Duarte Faria
Aluno de Jornalismo

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As aulas eram como um regente a compassar um músico desastrado (Foto: Arquivo pessoal)

As aulas eram como um regente a compassar um músico desastrado
(Foto: Arquivo pessoal)

Adentrando ao Matéria Prima, percebemos o quanto somos matéria-prima: Meras rochas a serem lapidadas por essa epopeia chamada jornalismo.

Dos vícios – aprendemos que a “coisa”, tão presente em nosso vocábulo falado, não é apenas uma expressão feia no dicionário de um jornalista: é também uma facada aos ouvidos da editora e, consequentemente, em nossa nota. Essa “coisa” ficará reclusa no mais fundo abismo dos meus pensamentos – foi para não mais voltar.

Ainda sobre os vícios – “seus” e “suas”, no decorrer do ano, tornaram-se tão irritantes quanto aquele caçula pentelho que insiste gritar no silêncio concentrado da mais compenetrada leitura. Insuportável. Nos trancos e barrancos e com a ajuda da tecnologia que hoje temos, extingui “seus” e “suas” – sempre que possível – dos meus textos.

Das virtudes – tudo. As aulas eram como um regente a compassar um músico desastrado. Todos os erros eram, ao mesmo tempo – de acordo com a interpretação – , potenciais futuros acertos. Que magnífico poder cair na gargalhada de um erro e já toma-lo como próximo acerto.

Dizia-me, sempre, meu bom pai: “As pessoas normais aprendem com os próprios erros. Os sábios aprendem com os erros alheios. As pessoas burras, essas não aprendem nunca”. Na maior parte das vezes, fui uma pessoa comum. Algumas vezes – quando tomava o erro do colega como meu – tive um ou outro momento lúcido de sabedoria. Tentei sempre seguir a orientação de meu pai e não ser burro: manter, sempre, a cabeça aberta ao novo e ao que ensina.

O ano não foi só de textos, vícios, virtudes, erros ou acertos

O ano não foi só de textos, vícios, virtudes, erros ou acertos. A turma uniu-se mais nas correções e riamos juntos, ora com os próprios erros, ora com os erros alheios – mas o importante é sempre sorrir – , já dizia Charlie Chaplin: “Um dia sem sorrir é um dia perdido”. Com certeza, nossos dias de correção nunca foram um desperdício.

Por fim, não há como não comentar dos estímulos criativos que pairam pelo JMP. O mais pontual é a famosa tatuagem que editora fez (ou não) e sai, categoricamente, de cada indagação capciosa oriundas dos alunos.

Jornal Matéria Prima: Hoje uma ferramenta, amanhã a feliz e perpétua memória daqueles que aqui começaram.

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