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Jornal Matéria Prima

 
  • Última Edição: #483 | 28/06/2018 - Ano XIX
 
Crítica de Mídia | Edição #431 - 09/11/2015

Mais do que periferia, falta visão periférica

Reportagens de bairro pecam não se afastando do centro e, principalmente, não afastando o olhar daquilo que é óbvio

Pedro Henrique Solheid
Aluno de Jornalismo

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A editoria “cidade” requer mais atenção e empenho dos alunos. (Montagem sobre imagem)

A editoria “cidade” requer mais atenção e empenho dos alunos.
(Montagem sobre imagem)

O ombudsman da edição 429 foi muito feliz ao evidenciar a falta de empenho dos repórteres de bairro do Jornal Matéria Prima (JMP), abstendo-se às regiões próximas do centro e de fácil acesso. Apresentando dados sobre a cidade e uma análise das edições de 2015 fica evidente o apreço dos alunos pelo âmago maringaense.

Porém, não é apenas esse vício regional que incomoda. O principal objetivo das reportagens de bairro do jornal-laboratório é apurar o faro do jornalista para casos dignos de serem contados. É para treinar a observação, buscar histórias escondidas além do que se vê. Algo que, mesmo nas últimas edições do ano, não se percebe uma evolução.

O fato é que deixamos de explorar a periferia e perdemos grandes histórias

Problemas de segurança e infraestrutura, estabelecimentos antigos e moradores pioneiros tomam conta das páginas do JMP. Não que sejam histórias ruins ou que as reportagens estejam mal feitas, mas são temas que existem em qualquer lugar e estão evidentes até mesmo ao mais desatento dos olhares.

Por exemplo: “O barbeiro colecionador de conversas”, na 427ª edição. Qual barbeiro não “coleciona conversas”? Barbearias e salões de beleza são, por tradição, locais conhecidos pela boa conversa. Essa barbearia não é, exatamente, uma exceção. Não haveria outra abordagem, fato ou situação mais interessantes no próprio local?

Como cavalos encabrestados, presos à viseira que não lhes permite olhar ao redor, seguimos escrevendo sobre aquilo que surge à nossa frente. Abraçamos a primeira oportunidade de contar um causo, mesmo que não seja essa a melhor opção. Se por preguiça ou falta de sensibilidade, o fato é que deixamos de explorar a periferia e perdemos grandes histórias que poderiam ser contadas.

Para que escrever em um jornal-laboratório possa nos preparar para o mercado de trabalho devemos absorver as lições que a experiência proporciona. Não será da noite para o dia, é preciso treinar nossos sentidos na busca por uma valorosa e digna matéria-prima. Técnicas de escrita são naturalmente aprimoradas à cada edição, que essa percepção também o seja.

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