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Cidade | Edição #431 - 09/11/2015

“Glórias” de Maria que vão além do nome

Aposentada do Moradias Atenas, é considerada no bairro uma batalhadora por superar as dificuldades e ainda ajudar os outros

Bruna Gabriel
Bruna Gabriel

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Maria da Glória perto do jardim da casa dela

Maria da Glória perto do jardim da casa dela

As pessoas andam ocupadas com serviço, conforto e bem estar e, algumas vezes, não olham para as pessoas ao redor. Cada uma com dificuldades, batalhas e que, por lutar e ajudar aqueles que precisam, torna-se verdadeira guerreira da vida. Uma dessas pessoas é Maria da Glória Perciliano Palmeira, 65 anos. Depois de ter passado fome, hoje, já aposentada, ajuda moradores do bairro em que mora, o Moradias Atenas, localizado na zona oeste da cidade.

Ela conta que se mudou para o bairro há nove anos, mas antes disso, a situação não era fácil. Quando criança não tinha o que comer e nem o que vestir. Com cinco irmãos, a mãe dela é quem sustentava a casa. “A gente passava fome”, diz ela. A situação só melhorou quando se mudaram para o Atenas.

Além disso, dona Maria também sofreu com a perda do marido, José Palmeira, há sete anos. Lutou sozinha contra as dificuldades e para conseguir seguir em frente. “Não foi fácil, não, eu até fiquei de cama quando ele morreu. Viver 34 anos com a pessoa e ver ela morrer, mas, com a boa vizinhança que eu tenho aqui, estou viva e andando, cuidando da minha vida”, resume Maria.

“Ela é uma pessoa boa, ajuda bastante gente, é uma guerreira, lutadora, que perdeu o marido e ficou cuidando dos filhos e também visita os doentes do bairro”, explica Rosimar Francisco Verdério, 45, vizinha dela.

Quando a gente vê que é folgado, eu vou caindo fora

Hoje dona Maria ajuda pessoas no bairro em que vive com roupas, alimentos, remédios. “Claro que a gente visita algum folgado também, mas quando a gente vê que é folgado, eu vou caindo fora”, brinca.

Mas apesar das dificuldades, ela gosta de se cuidar, de arrumar os cabelos e ficar sempre bonita.  Já fez “progressiva” e também colocou mega hair. É bem alegre e sempre com um sorriso no rosto. A frente da casa é cheia de plantas e flores, ela diz que isso alegra os dias dela. Dona Maria conta que apesar de tudo que enfrentou sempre teve fé para seguir em frente e jamais desistir.

“A Maria é uma segunda mãe, ela é companheira, é tudo para mim. Fazemos tudo juntas, somos amigas desde que ela mudou aqui”, diz Doraci Nogueira, 74 anos, vizinha de dona Maria.

 

 

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