Literatura | Edição #432 - 23/11/2015

A Primavera chegou e a borboleta voou

Ano letivo esvaindo-se, metade da missão cumprida; letras formaram palavras que construíram um edifício

Laryssa Cunha
Aluna de Jornalismo

Liberte-se, autenticidade é tudo

Liberte-se, autenticidade é tudo

“É necessário o coração em chamas para manter os sonhos aquecidos.” Sérgio Vaz.

Muita sola de sapato gasta. Inúmeros telefonemas. Correria aqui. Correria ali. Idas até casas desconhecidas. Conversas. Muitas histórias que até pouco tempo eram totalmente desconhecidas. Claro, momentos para descansar embaixo das sombras, grandes sombras formadas por antigas e belas árvores. Toda semana um assunto desbravado, aquele “quê” de vontade de descobrir. Sinceramente, nunca havia compreendido a importância do “por quê?”, como compreendo agora.

Aprendi muito sobre essa tal liberdade. Cada semana um pouco de mim se libertava. Estranho pensar que uma obrigação, como produzir uma reportagem para a faculdade, te faz mudar conceitos. Muito além do conhecimento, relações interpessoais, aquele lance de olho no olho. Cada canetada durante a correção do texto acrescentou um empurrão para a frente.

Aniquilem – seu, sua, seus e suas. Pense naquele peguete que não é seu

Eu me permiti. Neste ano, neste período da vida. Nas loucuras de viver apenas duas décadas, o jornalismo me permitiu. É pouco tempo de vida, mas grandes olheiras proporcionadas pelo jornalismo, ficar até 3, 4 da manhã escrevendo pauta fizeram meu lado “Popeye”, ser descoberto. Incrivelmente as 7h eu estava de pé, solidificando minhas forças com o café, analogia com o espinafre do Popeye, se é que me entende.

Aprendizado para a vida inteira. O Jornal Matéria Prima, ensinou um pouco sobre humildade, afinal, você tem que aceitar seu erro. E na maioria das vezes você vai estar errado mesmo. Amei o mundo que descobri. Sai da zona de conforto.

Aos próximos que representarão o JMP, muito cuidado, muito carinho e, por favor, se esforcem para fazer todos os textos, pautas, é gratificante ver nosso jornal cheio de informação.

Olha uma “coisa”, não escrevam “coisa”. A “coisa” vai ser retirada do seu texto sem dó nem piedade, espero que neste texto a “coisa” passe . Pronomes possessivos não existem. Aniquilem – seu, sua, seus e suas – para isso fluir rápido pense naquele peguete que você sabe que não é seu, e não aplique nos textos. Abusem do adjetivo, quando estiverem argumentando, nada melhor do que conseguir utilizá-los de forma graciosa. E lembrem-se título tem verbo. E do resto, novamente cuidem deste jornal, foi um prazer fazer parte do JMP, foi realizador e também cheio de amor. Obrigada 2015.


Artigo impresso de Jornal Matéria Prima:
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