Cesumar - Centro Universitário de Maringá

Jornal Matéria Prima

 
  • Última Edição: #483 | 28/06/2018 - Ano XIX
 
Esporte | Edição #429 - 26/10/2015

“Tudo é conquistado por um motivo e com muita garra”

Ciclista há 5 anos, Ana Paula Casetta, 19, já representou o Brasil na China e é embaixadora dos Jogos Escolares 2015

Isabela Soares
Aluna de Jornalismo

Comentários
 
Ana Paula comemorando vitória em Nanjing, China. (Foto: Wesley Kestrel)

Ana Paula comemorando vitória em Nanjing, China. (Foto: Wesley Kestrel)

É só bater no portão que Jack e Negão vêm fazendo a recepção mais calorosa que o sol das 10hh, seguindo de um “Já vai!”. A ciclista Ana Paula Casetta, 19 anos, e os dois cachorros de nome “criativos” levam a repórter até a sala onde foi feita a entrevista. Logo ela conta como tudo começou, a troca das sapatilhas. Quando criança, fazia ballet no salão da igreja, anos depois saiu da dança, trocando a sapatilha de ponta pela sapatilha de ciclismo.

Hoje isso é minha carreira, meu trabalho, minha vida, meu tudo

Em 2010, Casetta foi incentivada a pedalar com o irmão. Hoje é ciclista de grande influência entre os jovens atletas brasileiros da modalidade.

Nesses cinco anos decarreira já conseguiu títulos como campeã brasileira de estrada e contrarrelógio em 2011, 2012 2014 e neste ano o contrarrelógio sub 23. Em 2013 foi campeã dos Jogos Sul-americanos da Juventude, em equipe mista, no Peru. Ganhou os Jogos Olímpicos da Juventude, na China, prova de estrada, no ano passado.

Com a carreira indo mais rápido que seus Sprint [bordão usado há disputa na chegada da corrida], a atleta, neste ano, também foi convidada a ser embaixadora dos Jogos Escolares da Juventude, em Fortaleza (CE). Em entrevista ao Jornal Matéria Prima (JMP), Ana Paula conta como é a vida dela no ciclismo.

Da sapatilha de ballet para a sapatilha de ciclismo. O que te incentivou a fazer essa troca e o que é o esporte em sua vida hoje? 

O que incentivou foi meu irmão e toda a minha família. Hoje todos aqui são viciados no esporte. Eu passei minha infância fazendo ballet e, em 2010, meu irmão, que já praticava o ciclismo, insistia para eu praticar também. Ele trouxe uma bicicleta para eu começar a pedalar e desde então nunca mais parei. Hoje, isso [o esporte] é a minha carreira, meu trabalho, minha vida, meu tudo.

O início é complicado em qualquer eesporte. Conseguir patrocínio, principalmente à aqueles que estão apenas começando. Com você a história foi diferente? 

O meu início no esporte foi sim um pouco diferente, pois a bicicleta era do clube da cidade [Clube Maringaense de Ciclismo], que eu represento até hoje. É muito difícil não ter patrocínio no início, os equipamentos do ciclismo são caros e isso cai do nosso bolso. Hoje a situação é diferente, tenho patroccinadores e bolsa atleta, que ganho da cidade, do Estado [Bolsatop2016], do Ministério do Esporte  e da Força Aérea Brasileira, que me mantêm nas competições e treinamento.

Em cinco anos de carreira, você já conquistou vários títulos qual é o mais importante? 

Venci a prova na China, que apesar de não ter trazido medalha, essa é a vitória de maior expressão da minha carreira. Essa prova foi contra as melhores atletas do ciclismo mundial com até 18 anos. Foi uma vitória muito apertada, por menos de um pneu. Foi muito emocionante, não acreditei quando passei a linha de chegada. Essa foi uma das cinco provas que integrava o formato das Olimpíadas da Juventude Nanjing, na China.

Hoje você é exemplo para os jovens atletas que sonham conquistar títulos e crescer no esporte, foi até convocada para ser embaixadora dos Jogos Escolares da Juventude 2015. Como lida com isso, se acha merecedora de ser exemplo para eles? 

As coisas na minha vida aconteceram muito rápido. Dois anos atrás eu estava participando dos Jogos Escolares e este ano ser convidada para ser embaixadora foi uma surpresa. Acredito conseguir ter boas influências com os atletas mais novos, sempre tento dar dicas, conselhos, estar presente nos treinamentos dos atletas da cidade [Maringá], para ajudar. Agora, se sou merecedora ou não, eu não faço ideia. Mas tudo é conquistado por um motivo e muita garra.

Sobre suas viagens, como é ficar longe de casa, até mesmo do outro lado do mundo, sozinha, tudo pelo sonho de ser uma ciclista reconhecida e representando o seu país? 

Isso nunca foi problema, viajar sozinha, pois tenho apoio da minha família, amigos, do clube e isso nunca foi à toa. Temos que batalhar pelos nossos sonhos, pois nada vem fácil, muito menos a vitória e o reconhecimento.

 

 

 

 

 

Discussão e comentários »

Não há comentários | Deixe seu comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

* Copie a Senha gerada. *

* Digite ou cole senha aqui. *

33.243 Spam Comments Blocked so far by Spam Free Wordpress

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

sobre o autor

De cachos inéditos, vim para ser útil no jornalismo

ver mais posts do autor »

 

Notícias

 

Calendário

outubro 2015
S T Q Q S S D
« set   nov »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  

galeria de fotos

Mario Quintana George Carlin Mark Twain

enquete

Você gostou das edições do JMP deste primeiro semestre?

Ver Resultados

Loading ... Loading ...
 

Jornal Matéria Prima é produzido por alunos do curso de Jornalismo do Centro Universitário Cesumar - UniCesumar - na disciplina Técnica de Reportagem.

 

Publicado com WordPress / Laboratório de Notícias

Proibida a reprodução sem autorização do autor ou da Unicesumar

©2011-2018 Jornal Matéria Prima. Todos os Direitos Reservados.